O Brasil esteve prestes a ter que enfrentar uma grave institucional nos últimos dias, que foi somente contida, a partir da decisão de Plenário do Supremo Tribunal Federal (#STF). A mais alta Corte do país, entendeu que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), deveria ser mantido à frente do Legislativo, embora o mesmo já tenha se tornado réu em um processo no Supremo. O entendimento da maioria dos magistrados da Corte, é que embora, Renan seja réu, não ocasione problemas, já que faltam poucos dias para o término de seu mandato no Legislativo, contando que em breve, a Casa entre em recesso de final de ano e retorne aos trabalhos já no início do próximo ano, com eleição para presidência do Senado Federal.

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A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, contou com o voto de 6 ministros a favor da manutenção de Renan no comando do Congresso: Luiz Fux, Teori Zavascki, Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Votaram pelo afastamento de Renan do comando do Legislativo: o relator do processo impetrado pelo partido Rede Sustentabilidade, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Edson Fachin. Não estavam presentes na votação, os ministros Gilmar Mendes, em viagem ao exterior e Luís Roberto Barroso, que se colocou como impedido. Entretanto, todos os ministros foram unânimes na decisão de que Renan Calheiros não possa assumir a presidência da República, estando na linha sucessória, já que é réu no STF.

Movimentos ligados ao PT inconformados

O apoio do vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), para que Renan continue na presidência da Casa, deixou inconformados políticos petistas, além de movimentos e entidades ligadas ao partido.

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Segundo esses movimentos, a esperança de que Viana assumisse o posto de presidente do Senado, se tornara um verdadeiro "revés" ao governo do presidente Michel Temer, já que poderia ser "empurrada" a votação da PEC do teto dos gastos públicos para o próximo ano, pela qual o PT é radicalmente contra, além da possibilidade de "jogar o governo Temer para a crise", sem aprovação das medidas econômicas fundamentais para a retomada do crescimento do país. Já Viana, que foi acusado de agir intensamente a favor de Renan para o comando do Senado, afirmou que se preocupou com a estabilidade do Brasil : "Temos que separar as coisas. Eu estava mediando conflitos e não poderia me tornar um agente da crise", ressaltou o senador do PT do Acre. O próprio presidente nacional do PT, Rui Falcão, era entusiasta da ideia de que Viana no comado do Legislativo, poderia não colocar a PEC do Teto dos gastos públicos para votação. #Corrupção #Congresso Nacional