Segundo informações, #Renan Calheiros recebeu um telefonema de um ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) orientando-o a não receber o oficial de Justiça. Essa ligação ocorreu, na segunda-feira (05), logo após o presidente do Senado ficar sabendo do seu afastamento do cargo por decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello. Diante desta constatação da ligação, vários ministros da Corte ficaram revoltados e esse foi um dos assuntos mais comentado entre eles.

O oficial de Justiça, Wessel Teles de Oliveira, foi até a residência oficial da Presidência do Senado, na segunda-feira (05), e chegou a ver o peemedebista com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, juntos conversando.

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Porém, não foi recebido pelo parlamentar e foi avisado para levar a notificação no dia seguinte, no Senado.

Na terça-feira (06), os advogados de Renan Calheiros entraram com dois recursos, logo pela manhã: um agravo regimental e um mandado de segurança. Em resposta aos recursos protocolados, o ministro da Corte, Mello, pediu urgência para referendo da decisão liminar.

Nova tentativa

O oficial de Justiça tenta mais uma vez levar a notificação para Renan e não consegue novamente. Ele recebe informações de que o parlamentar estaria em reunião e por isso não poderia atendê-lo. "Fiquei em uma sala esperando e nada", disse o oficial.

No mesmo dia, mais tarde um pouco, o oficial recebe um documento dizendo que o presidente do Senado não iria assinar a notificação.

Articulações

Começam a surgir estratégias para que Renan não seja afastado, pois isso poderia complicar os anseios do presidente Michel Temer.

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O grande objetivo do #Governo é a PEC 241. Se Renan fosse afastado a PEC poderia não ser aprovada.

O ministro Alexandre de Moraes entra em contato com os ministros do STF buscando uma solução e evitando um cenário conturbado para os próximos dias. Enquanto isso, o senador Aécio Neves liga para a presidente do STF, Cármen Lúcia, e pede uma definição do assunto para não prejudicar mais o país.

A intenção do governo e dos ministros era uma negociação que não fosse considerada derrota para Marco Aurélio Mello e nem para Renan.