Na manhã desta segunda-feira (05), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, participou de um evento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disse que o país vive um momento grave e conturbado. "O Judiciário precisa dar respostas à sociedade", disse a ministra.

Cármen Lúcia ressaltou que o Brasil espera um Judiciário mais consistente e voltado para a população. "As pessoas não podem desacreditar do Estado e preciso que todos os juízes se unam em prol do povo". De acordo com a ministra, o papel da Justiça é "acalmar os ânimos" e pacificar as ideias e objetivos. "Ou buscamos uma forte democracia ou entraremos em uma guerra", afirmou Cármen.

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Ligação para Temer

No domingo passado, a ministra chegou a ligar para o presidente Michel Temer pedindo que ele converse no Senado, para que não seja colocado em votação a proposta que atribui como crime o "abuso de autoridade" de juízes e membros do Ministério Público. Cármen estava desesperada e disse para Temer intervir pois isso causaria um crise sem precedente entre os Poderes.

O presidente da República acatou a preocupação da ministra e falou com o presidente do Senado, #Renan Calheiros, que se utilizou de vários argumentos, ignorando os pedidos de Temer e da presidente do STF.

Defesa

Na semana passada, Cármen Lúcia foi em defesa dos magistrados dizendo que essa lei de "abuso de autoridade" enfraqueceria o setor judiciário. "Por que eles querem enfraquecer os juízes?, perguntou, indignada, a ministra.

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Segundo a presidente do STF, os juízes devem exercer suas funções com imparcialidade e sem medo de qualquer punição.

O projeto que prevê punição aos juízes é de autoria de Renan Calheiros. Os procuradores da Operação #Lava Jato criticaram a proposta e chegaram a cogitar uma renúncia, caso o Senado aprove a lei. Multidões foram para as ruas no Brasil apoiando os procuradores e xingando Renan Calheiros pelas suas atitudes..

O juiz federal Sérgio Moro chegou a participar de um debate com vários parlamentares e explicou que esse projeto pode "frear" a Lava Jato. #CármenLúcia