Os promotores federais brasileiros acusaram, na última sexta-feira (10), formalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter interferido em uma licitação do governo para comprar novos aviões de combate em favor do fabricante de aviões sueca Saab AB.

#Lula foi acusado de ter usado sua influência sobre o subsequente governo do Partido dos Trabalhadores (PT) para ajudar a Saab a ganhar o concurso de 36 jatos, no valor de cerca 5,6 bilhões de dólares. O ex-presidente, além do tráfico de influência, está envolvido em lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Os procuradores federais da capital de Brasília disseram que o ex-presidente, supostamente, concordou em usar sua influência nos círculos governamentais para ganhar benefícios fiscais para a indústria automobilística, bem como um contrato com o governo para uma empresa de defesa, cujos lobistas pagaram mais de 2,5 milhões reais para o filho de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva.

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O ex-presidente do Brasil já é réu em três processos criminosos investigados pela #Lava Jato, operação que investiga a #Corrupção em grande escala, na empresa estatal de petróleo Petrobras.

Os advogados de Lula negaram qualquer participação ilegal do ex-presidente ou de seu filho no processo. Eles disseram que o pagamento que o filho de Lula recebeu de Marcondes & Mautoni são referidos aos serviços efetivamente executados por Luís Claudio Lula da Silva, como a organização de campeonatos de futebol americano no Brasil.

Eles têm negado, no passado, a veracidade de todas as acusações contra o ex-presidente, dizendo que ele se tornou um alvo de perseguição política.

Representantes da Saab no Brasil disseram que estavam no processo de reconhecer a acusação e acabariam por comentar em um estágio posterior.

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Os promotores disseram que os atos de Lula em favor da Saab foram entre os anos de 2013 e 2015. Ele deixou o cargo em 2010. O contrato com a Saab foi assinado em 2014.

O governo brasileiro anunciou, no final de 2013, a aquisição do avião caça Gripen NG produzido pela Saab. O avião sueco bateu o F-18 Super Hornet da Boeing e Rafale da França, produzido pela Dassault Aviation.