A era Obama está chegando ao fim em meio a uma crise com a Rússia que tem despertado os fantasmas da Guerra Fria. O presidente dos #EUA impôs sanções para um ataque cibernético contra a campanha presidencial atribuído o governo de Vladimir Putin para influenciar a eleição, mas enfrenta críticas por ter agido tarde. O presidente russo, nesta sexta-feira, ignorou responder à expulsão de diplomatas russos dos EUA. Trump já mostrou simpatia: "Grande jogo”. "Eu sempre soube que era muito inteligente", Trump disse em sua conta no Twitter, mostrando mais uma vez a mudança de ciclo na #Política para o velho inimigo de o Estados Unidos.

A decisão de Putin de esperar para o sucessor de Barack Obama.

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Foi uma surpresa para ambos os observadores, que foram usados desde os tempos soviéticos para aplicar a reciprocidade em resposta à expulsão de diplomatas. "Nós não vamos criar problemas para diplomatas americanos. Nós não vamos expulsar ninguém. Nem proibir eles ou suas famílias ou seus filhos de desfrutar de seus locais habituais de descanso nas férias este ano," disse Putin.

Sua declaração inesperada veio poucas horas depois de o ministro do Exterior, Sergey Lavrov, oficialmente ter proposto a implementação das mesmas medidas tomadas por Washington. "Nós nos reservamos o direito de tomar medidas em resposta. Não vamos baixar o nível da diplomacia, irresponsável. Ele vai elaborar as seguintes etapas para redefinir as relações entre EUA-Rússia, tendo em conta a política que se aplica a administração do presidente Trump", disse Putin, e afirmou, ainda, que não deixou de felicitar o ano novo para Obama, Trump e todos os americanos.

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Tanto a CIA quanto o FBI, entre outras agências de inteligência dos Estados Unidos, considera provado que o Kremlin estava espionado o Partido Democrata e outras instituições, pelo menos desde 2015, com o objetivo de favorecer a eleição de Trump para a Casa Blanca.

Putin nega categoricamente a acusação, diz ser julgamento infundado e que não há nenhuma evidência. A primeira acusação direta para a Rússia chegou no início de outubro e as sanções foram anunciados na quinta-feira. Não só os republicanos têm rotulado a atitude de tardia e retaliação, como também o líder dos conservadores em Washington, Paul Ryan.

As sanções recentemente impostas por Obama deixar Trump, que mostrou a sua simpatia com Putin, em uma situação instável: tentar reverter a retaliação seria ignorar a todo o sistema de segurança e inteligência do país, também iria começar seu governo com uma guerra com seu próprio partido. Um dos seus principais conselheiros, Kellyanne Conway, rotulou as medidas como "armadilha" para o futuro presidente. #Russia