#Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal, voltou a estar no centro do cenário político brasileiro no início desta semana, quando teve determinado o seu afastamento do cargo a partir de uma decisão de #Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF). No entanto, uma manobra da mesa do Senado nesta terça não cumpriu a liminar e manteve Calheiros na presidência.

No meio dessa onda de indefinição na Câmara Alta da República, que teve suas sessões suspensas nesta terça-feira pelo senador petista Jorge Viana, que ocuparia interinamente a presidência, Renan Calheiros fez duras críticas ao ministro Marco Aurélio.

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Segundo Calheiros, Mello treme quando se fala em "cortar supersalários".

"Como presidente do Senado, eu já me obriguei a cumprir liminares bem piores do ministro Marco Aurélio. E uma delas era uma que impedia que acabássemos com os supersalários do Poder Legislativo (...) Quando ele ouve falar em cortar supersalários, parece que ele treme na alma", disparou Renan.

Agora, Renan Calheiros aguarda a deliberação do plenário do STF sobre a matéria, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, 7. Na segunda, Marco Aurélio Mello acatou uma demanda da Rede Solidariedade e decidiu pelo afastamento de Calheiros, o que não foi acatado pela mesa diretora do Senado.

"Tomando uma decisão dessa natureza a nove dias do final do mandato de um presidente no exercício do poder, em uma decisão monocrática, a democracia, mesmo sendo no Brasil, não merece esse final", colocou Renan Calheiros.

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Nesta quarta, somente 9 dos 11 ministros do STF deverão deliberar sobre o caso, isso porque Luís Roberto Barroso já se declarou impedido, uma vez que anteriormente prestou serviços ao escritório de advogados que participaram da ação da Rede. O outro "desfalque" será o do sempre polêmico ministro Gilmar Mendes, que não se encontra no Brasil e está em Portugal. A eleição para um novo presidente do Senado será em fevereiro de 2017, e se o plenário do STF suspender o afastamento, Renan poderá concluir o seu mandato.