Nesta segunda-feira (12), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no Supremo Tribunal Federal uma nova denúncia que envolve o presidente do Senado, #Renan Calheiros. Ele é acusado de receber, juntamente com o deputado Aníbal Gomes, do PMDB-CE, propina da empreiteira Serveng.

Paulo Twiaschor, diretor da empresa, foi acusado de doar ao Diretório Nacional do PMDB em 2010, a quantia de 800 mil reais. "O interesse da empreiteira era participar de licitações mais vultosas na Petrobras, o que foi viabilizado a partir do começo de 2010", disse a PGR em comunicado. Além disso, segundo a procuradoria, as doações ilegais visavam manter também Paulo Roberto Costa no comando da diretoria de refino e abastecimento da Petrobras.

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Com o processo, Renan pode ser condenado por #Corrupção passiva, lavagem de dinheiro, pagamento de uma multa aos cofres públicos no valor de 1,5 milhão de reais, além da perda de suas funções políticas. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o valor da multa é para reparar os danos materiais e devolução dos valores subtraídos da Petrobras.

Em nota, o presidente do Senado negou todas as acusações, afirmando que todas as suas contas eleitorais foram aprovadas. A nota diz ainda que Renan Calheiros "jamais autorizou ou consentiu que o deputado Aníbal Gomes ou qualquer outra pessoa falasse em seu nome em qualquer circunstância"

Antes desta denúncia, o senador já tinha causado tumulto no cenário político. Depois de virar réu no Supremo Tribunal Eleitoral, se recusou a sair da presidência do Senado após determinação do ministro Marco Aurélio.

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Renan não recebeu o oficial de justiça, alegando que a medida era inconstitucional. Preocupados com o agravamento da crise política, em razão do substituto de Renan ser o senador Jorge Viana, do PT, que já havia declarado a intenção de barrar medidas do governo Michel Temer, os ministros do STF garantiram a permanência do senador como presidente da casa, apenas impedindo Renan de substituir o presidente da República na linha sucessória. #Lava Jato