Pela terceira semana consecutiva, #Renan Calheiros (PMDB-AL) ainda consegue ser o centro das atenções no cenário político nacional. O senador, que a princípio era julgado pelo STF, foi afastado da presidência do Senado por Marco Aurélio Mello e reintegrado ao cargo um dia depois, volta a ser manchete, dessa vez, por ser denunciado em um dos vários inquéritos em que é investigado.

A denúncia é sobre lavagem de dinheiro e recebimento de propina (corrupção passiva) no âmbito da operação #Lava Jato. A PGR (Procuradoria Geral da União) também denunciou o deputado federal Anibal Gomes (PSDB-SP), pois afirma que o deputado e Renan receberam juntos propina da empreiteira Serveng.

Publicidade
Publicidade

Renan emitiu nota dizendo que nunca autorizou o deputado a fazer nada em seu nome e repetiu o que tem dito há meses: “suas contas foram aprovadas pela justiça eleitoral”. Rodrigo Janot pediu a reparação de R$800 mil aos cofres públicos e o MPF quer a condenação dos dois políticos.

O reinado de Renan pode estar perto do fim

No começo de novembro, o Supremo colocou em votação a proposta em que determina que réus não podem assumir a presidência do Senado, Câmara ou do STF. A decisão, entretanto, não foi definitiva, pois o ministro Dias Tofolli pediu vista dos autos e deve emitir uma decisão antes do início do recesso da Casa, que ocorre dia 21 de dezembro. Sua assessoria chegou a comentar que ele iria manifestar posição favorável a decisão da Corte. Com isso, Renan Calheiros pode estar com os dias contados na presidência do Senado.

Publicidade

Pior do que ser afastado da presidência, em um mandato que está prestes a encerrar, é correr o risco de ser cassado. Eduardo Cunha, por não declarar contas no exterior, foi afastado do cargo e depois cassado, por maioria de votos dos parlamentares, Renan, réu de ações por corrupção, pode passar pelo mesmo e sendo réu da Lava Jato, seu cargo está mais ameaçado, uma vez que, apesar do político ser do PMDB, sua situação ameaça outros políticos. Eduardo Cunha também era do PMDB e recebeu votos, inclusive de correligionários, para ser afastado da Câmara.

Em uma crise política que já se arrasta por dois anos, Renan terá sorte se conseguir se manter em liberdade até o término do devido processo legal. Ao contrário da maioria dos correligionários, a antiga bancada do governo de Dilma manifestaram apoio ao senador, uma vez que ele também é um grande aliado de políticos do PT, PCdoB e PSOL. #Senado Federal