O cerco parece estar cada vez mais se fechando ao poder Legislativo, e o desconforto com o poder judiciário parece a cada dia aumentar mais, beirando o insuportável. Todo o desconforto entre os poderes começou após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, feita nessa quarta-feira (14), que suspendeu a validade do projeto anticorrupção aprovado na Câmara dos Deputados. O presidente do Senado, #Renan Calheiros (PMDB-AL), assim como fez o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também se pronunciou nessa quinta-feira sobre a suspensão feita por Fux. Para Renan Calheiros, a atitude de Fux é “indefensável” e representa uma “invasão” ao processo legislativo.

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A ira de Renan Calheiros e Rodrigo Maia foi causada pela justificativa dada por Fux para cancelar a tramitação do projeto, que já havia sido discutido e votado na Câmara dos Deputados. Fux alegou que houve uma falha na tramitação do processo entre a Câmara e o Senado, o que o motivou conceder a proferir a decisão de praticamente, anular todas as medidas discutidas previamente entre os deputados.

Conversa particular com Fux

Renan Calheiros, logo após classificar a decisão de Fux como uma invasão e uma interferência, afirmou que irá procurar a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, para dialogar sobre a legitimidade da decisão do ministro Luiz Fux. Ele também afirmou que pretender se reunir com o próprio Fux para pedir maiores esclarecimentos sobre a decisão.

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“Vou procurar a presidente do #STF, conversarei também com o ministro Fux, como todos sabem, eu mantenho com ele, um bom relacionamento”.

Renan Calheiros disse, também, que ações conjuntas da advocacia da Câmara dos Deputados e do Senado, serão movidas para tentar mudar a decisão de anular a tramitação do processo anticorrupção.

Esse é só mais um capítulo da “Batalha dos Poderes”, a qual Renan Calheiros vem ganhando papel de destaque. Na noite de quarta, ele tentou, mais uma vez, colocar na pauta do Senado, a lei que modifica as normas de punição aos juízes e integrantes do Ministério Público, porém, não conseguiu nenhum apoio na votação do projeto e desistiu de colocar na pauta. #Senado Federal