A semana não foi nada boa para o senador #Renan Calheiros. Presidente do Senado Federal por mais de um mandato, as movimentações recentes de Calheiros colocaram o combustível necessário para chamar para si os holofotes da insatisfação popular. Num circo com muitos atores disputando o banco dos réus, onde o principal foi Cunha, o palco está armado para a queda do alagoano.

A manobra para alterar o projeto de lei de iniciativa sobre as 10 medidas contra corrupção no dia em que o país chorava a morte dos jogadores da Chapecoense pegou mal. O golpe deu tão errado que não teve como se manter às sombras, como acontece com diversas medidas impopulares que avançam nas casas legislativas.

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Dessa vez não passou.

A instabilidade no cargo em que se encontra o senador é visível pelo seu equilíbrio emocional. Mesmo em situações de pressão anteriores, ele sempre se manteve na linha. Não é comum vê-lo exaltado. O bate-boca com o senador Cristovam Buarque, em que ele chega a falar que recebeu denúncias contra o educador durante sua candidatura à presidência em 2016 deixou claro isso. Chegou a ser chamado de prevaricador. Admitiu um possível ato de #Corrupção passiva. Se desequilibrou. Comportamento de quem é o próximo alvo a ser derrubado pela Lava Jato - após assistir outros caírem na sua frente.

Pressão

Inquéritos se abrindo na Justiça. Pressão nas ruas contra a corrupção, que agora não tem mais o nome de Dilma, mas o de Calheiros. Somados ao azedume de um país sofrendo com a crise econômica.

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Ingredientes que culminarão em breve na saída do senador. O primeiro posto a ser perdido será a presidência do Senado Federal, em que a pressão já é forte.

O filme se assemelha ao de Eduardo Cunha. No entanto, o ex-deputado carioca foi um ator duro na queda. E tinha o impeachment como uma carta na manga. Havia interesse no congresso na queda da ex-presidente Dilma Rousseff. Renan, aparentemente, não tem uma arma tão forte para se defender. O recesso parlamentar pode o ajudar. Até lá, segue na corda bamba. O tempo será mais curto. #Protestos no Brasil