O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu a defesa do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, com relação a um processo movido pela defesa do ex-mandatário do país, contra um dos principais procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Lula moveu processo contra Dallagnol, devido à primeira denúncia contra o ex-presidente pelo recebimento de propinas que totalizam R$ 3,7 milhões, provenientes da empreiteira OAS. Durante aquele período, no dia 14 de setembro, o procurador anunciou que o ex-presidente da República, era o "comandante máximo" de todo o esquema de #Corrupção e de desvios dos cofres públicos da Petrobras, entre os anos de 2004 e 2014.

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A entrevista coletiva de Dallagnol foi dada juntamente a doze procuradores da Operação Lava-Jato.

A defesa de Lula, então, move atualmente, um processo contra o procurador pela divulgação do gráfico em powerpoint que colocava o petista como o "chefe" de toda a organização criminosa e solicita na ação apresentada, a quantia de R$ 1 milhão, a título de danos morais. A reação dos procuradores federais foi rápida. Em uma nota de desagravo ao procurador federal, Deltan Dallagnol, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), afirmou que "a defesa de Lula está buscando na ação contra Dallagnol, inverter os papéis", ressalta a nota. A entidade é considerada a principal e mais influente do Ministério Público Federal.

Resposta do procurador da República

Através de uma nota, o procurador da República,ao afirmar que há um risco de se "inviabilizar o trabalho de responsabilização dos criminosos do círculo do poder", ressaltou.

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Ainda segundo Janot; "a ação de reparação de danos morais contra um único procurador, quando no entanto, a denúncia fora apresentada por 13 integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, revela o objetivo claro de se isolar um dos procuradores, com a intenção de facilitação do ataque e enfraquecer a defesa", afirmou Janto, em referência ao processo de Lula contra Dallagnol. O procurador-geral da República foi ainda mais longe ao concluir que "todo ataque a um integrante do Ministério Público, quando este se encontra no exercício de suas funções, é, na verdade, um ataque a todo o Ministério Público". Por fim, Rodrigo Janot, afirmou que tem plena confiança de que o Judiciário não dará nenhuma guarida a atitudes infundadas contra membros do MPF e que a Lava-Jato se coloca de modo corajoso diante daqueles que detêm poder político e econômico, ao expôr o maior esquema de desvios de dinheiro público da história do Brasil.

#Lava Jato