O senador Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás, defendeu, nesta quinta-feira (08), em seu perfil no Twitter, a extinção da Empresa Brasil de Comunicação (#EBC), um conglomerado de mídias estatal do país. Ele afirmou que a empresa serviu de instrumento político-partidário durante o governo de Luíz Inácio Lula da Silva e criticou sua audiência.

“Na discussão da MP 744, que altera estrutura da EBC, destaquei que é necessário ouvir a mensagem das ruas. É hora de reduzir gastos”, disse. “O povo não pode sustentar o que ficamos conhecendo como TV Lula, que tem audiência traço e custa milhões para os brasileiros”.

Caiado citou o momento de crise econômica para buscar justificar sua posição contrária à manutenção da empresa e criticou seu uso como ‘cabide de emprego’: “Não dá para o Brasil sustentar uma EBC para ser cabide de emprego e abarcar funcionários que foram demitidos.

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O país não tem condição de manter uma empresa para fazer propaganda política quando temos 12 milhões de desempregados”.

Nessa quarta-feira (07), a jornalista Leda Nagle deixou a EBC. Ela comandou, por quase 21 anos, o ‘Sem Censura’ e, em carta, criticou a decisão do presidente da empresa, Larte Rímoli, em despedi-la. Sua saída gerou repercussão nas redes sociais, fazendo com que várias pessoas, entre estes artistas e intelectuais, pedissem sua readmissão. A estatal, no entanto, afirmou que a demissão ainda não pode ser confirmada.

Ronaldo também afirmou que não cabe à organização estatal o controle de empresas públicas de comunicação. “Manter uma EBC não é função de governo. É uma invasão das funções de Estado”, salientou.

Dentre as mídias que compõem o conglomerado, estão a TV Brasil e TV Brasil Internacional, a Agência Brasil, o Portal EBC, rádios etc.

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Sua criação se deu em outubro 2007, no primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT).

As críticas do senador goiano geraram repercussão na rede social. “Diga isso para Inglaterra e a BBC!”, disse um homem. Outro questionou se, ao invés de ‘invasão’ de funções do Estado, trata-se de ‘inversão’. #RonaldoCaiado #ledanagle