A “Era Temer”, marcada pela perseguição ao ex-presidente #Lula e pelas patacoadas do alto escalão do governo, parece preparar o caminho para uma eventual volta do PT ao poder, já em 2018. A mais recente pesquisa do DataFolha, divulgada nesta segunda-feira (12), mostra que Lula lidera a lista dos presidenciáveis com 25% das intenções de voto e vantagens ainda maiores sobre seus virtuais adversários, comparada à consulta publicada há exatos cinco meses, antes do afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Marina Silva (Rede), que tinha 17% das intenções de voto, em julho, agora tem 15%, seguindo no segundo lugar, enquanto Aécio Neves (PSDB) aparece em terceiro com 11% - antes tinha 14%.

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Se as curvas do sobe e desce do gráfico atual forem mantidas, até as eleições de 2018, nenhum dos nomes apontados na #pesquisa venceria em primeiro turno. Por outro lado, apenas Lula teria condições de bater Marina, em uma eventual disputa entre os dois no segundo turno. Apesar de continuar sendo demonizado, diariamente, na grande mídia, o ex-presidente aparece, cada vez mais, como o principal pleiteante ao Palácio do Planalto. Apenas para o leitor ter uma ideia, descontando a margem de erro de dois pontos percentuais, Lula teria mais votos, no primeiro turno, do que Aécio, Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB) juntos. Brancos, nulos e indecisos somam 26%.

Um fato curioso desta mais recente pesquisa – e para o qual a maioria dos veículos de comunicação, prontamente, dá pouco destaque – é a vantagem que Aécio abre sobre outros dois tucanos que estão de olho no Palácio do Planalto, o governador de São Paulo e o atual ministro das Relações Exteriores.

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Mesmo com a perda de três pontos percentuais nas intenções de voto, ele segue à frente de Alckmin (que manteve apenas 8% da preferência dos entrevistados) e Serra (que tinha 11% e, agora, tem 9%). Este trio deve se digladiar pela candidatura até meados de 2018, quando o PSDB apontará seu nome para a sucessão.

Bolsonaro e Ciro

Jair Bolsonaro (PSC) que, comprovadamente, caluniou o colega Jean Willys (PSOL) quando divulgou um vídeo adulterado, podendo até mesmo renunciar ao seu mandato na Câmara dos Deputados, caso cumpra o que prometeu ao Conselho de Ética da casa, cresceu na preferência do eleitorado, com 9% das intenções de voto. Até julho, ele tinha entre 7% e 8%. Ciro Gomes (PTB) manteve-se na casa dos 5%, enquanto Michel Temer (PMDB), que tinha a terceira maior taxa de rejeição até julho, com 29%, apareceu em sexto lugar na última pesquisa, com 4% das intenções de voto.

Nas simulações de segundo turno, Marina venceria Lula e a trinca peessedebista com margens que vão de 43% a 34% (caso enfrentasse o ex-presidente) a 48% a 25% (caso enfrentasse Alckmin).

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Aqui, chama atenção o fato de a vantagem sobre o petista, em caso de segundo turno, ter caído, enquanto que as margens sobre os tucanos cresceram, com exceção da simulação contra Serra.

Mas se a tendência atual for mantida até setembro de 2018, Marina ficaria de fora e Lula, com 34% dos votos, e Bolsonaro, com 15%, é que iriam para o segundo turno. Mesmo enfrentando Marina, no cenário mais provável apontado pela consulta desta semana para segundo turno, Lula retornaria à presidência, vencendo por até quatro pontos percentuais (42% contra 38%), descontando a margem de erro. Como o leitor pode ver, a perseguição em relação ao ex-presidente tem, também, motivações políticas, já que seu destaque nas pesquisas de intenção de voto põe em xeque o plano de poder dos tucanos, que teriam que compor com outros partidos para chegarem à presidência, fragmentando seu governo. #Eleições 2018