Réu em uma ação penal por peculato, o presidente do Senado Federal Renam Calheiros (PMDB-AL) não quis assinar a notificação judicial que informa de seu afastamento da presidência do Senado, além de fazer com que a Mesa Direto do Senado se colocasse contra decisão do Supremo em o afastar do cargo por ser réu em processo judicial.

A decisão em não afastar o presidente do Senado Renan foi assinada pelos senadores João Alberto, Sérgio Petecão, Zezé Perrela, Romero Jucá, Gladson Cameli, Vicentinho Alves e o próprio presidente, Renan Chereiros.

O documento trazia as considerações dos parlamentares. Uma delas é que não há sucessão para a presidência do Senado e informam ainda que irão aguardar a deliberação final do STF, antes de tomar qualquer decisão monocrática.

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Agora a tarde, Renan está em reunião com outros senadores para discutir saídas jurídicas diante da liminar. Segundo alguns senadores que participam da reunião, há na reunião algumas posições de enfrentamento diante da liminar. Sabendo-se que não existe nenhuma brecha na Constituição, os senadores procuram trechos do regimento interno que legitime a decisão de manter Renan na presidência.

Outra hipótese falada durante a reunião foi em aplicar o caso Delcídio do Amaral. O líder do governo Dilma, Delcídio do Amaral, por tentar obstruir as investigações da Lava-Jato, recebeu ordem de prisão enviada pelo STF, assim, o plenário do Senado se reuniu para ratificar sua prisão. Porém, a situação de Calheiros é diferente, não envolve prisão.

Eduardo Cunha foi outro que tentou encontrar argumentos para não perder alguns de seus direitos como sucessor da presidência.

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A defesa de Eduardo dizia que os inquéritos contra o deputado não estavam relacionados à presidência da República, e que mesmo com os processos, não havia lei que o impedisse de ser eleito presidente do Brasil.

Diante dessa tentativa de frustrar a decisão tomada pelo Supremo, foi confirmada a suspensão da sessão em que seria discutida e votada a PEC do teto dos gastos públicos. #Senado Federal