A crise política no Brasil tomou ares nunca antes vistos na República. Uma crise que assume contornos de se tornar institucional entre os poderes Judiciário e Legislativo. O relacionamento institucional entre os poderes da República, foi abalado, a partir de uma decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou de modo imediato o senador alagoano do PMDB, Renan Calheiros, do cargo de presidente do Senado e #Congresso Nacional. Esta determinação do magistrado da mais alta Corte do país, aumentou vertiginosamente a "tensão" política e uma suposta crise institucional se instalou em Brasília. Na linha sucessória de Renan Calheiros, se confirmada decisão do Supremo na tarde desta quarta-feira (07), está o senador petista Jorge Viana.

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O julgamento da situação de Calheiros está pautado primeiramente já a partir das 14 horas e foi agendado ontem pela ministra Cármen Lúcia, que presidente o Supremo Tribunal Federal.

Apelo dramático

Embora Jorge Viana tenha grande probabilidade de que possa assumir a presidência o Senado, já que o julgamento de hoje no STF ainda é uma incógnita, o petista sentiu a pressão em todo o seu entorno e resolveu fazer um apelo dramático. O senador petista do Acre, que é o primeiro vice-presidente do Senado, afirmou a magistrados do Supremo, de que não tem condições de assumir a presidência do Congresso Nacional, numa eventual decisão de afastamento imediato de Renan Calheiros, pelo colegiado da Corte em votação a ser decidida em Plenário. Viana alegou de forma dramática: "não tenho condições de assumir", afirmou Viana, segundo relatos de magistrados do STF.

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Viana pediu que o STF encontre uma solução que mantenha Calheiros na presidência da Casa Legislativa. O petista teme, se for instado a assumir, sofrer todo tipo de pressão tanto da base aliada do #Governo de Michel Temer, que possui grande maioria para votação de projetos extremamente importantes para o País, como a Pec do teto dos gastos públicos, quanto ainda da pressão da oposição petista, que pretende adiar o máximo de tempo possível essa votação. #Corrupção