O juiz federal Sérgio Moro palestrou nesta sexta-feira (09) na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. O juiz paranaense é o responsável pelas investigações da maior operação de combate à corrupção no Brasil atualmente: a Lava-Jato. Ele é o titular em primeira instância a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A Operação Lava-Jato investiga desvios bilionários dos cofres públicos da Petrobras, que é considerada a maior estatal brasileira. Durante a palestra o juiz Sérgio Moro foi claro em afirmar que as investigações que se inserem no âmbito da Lava-Jato, sobre os escândalos de distribuição de propinas e desvios da Petrobras, são totalmente imparciais e não sofrem qualquer tipo de influência de interesses políticos.

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Moro foi enfático ao afirmar que as apurações estão focadas em desvios de recursos públicos na Petrobras, o que naturalmente, fazem com que políticos da oposição não apareçam. Porém, o magistrado ressaltou que "se o crime ocasionar de ser provado, haverá sim consequências. Partidos como PTB, Solidariedade, PP e PT, aparecem nas investigações, então, não posso, no entanto, ver onde se encontra parcialidade n condução de todas as investigações", concluiu Moro. O juiz responsável pela Lava-Jato, disse ainda que discorda totalmente de críticas de que o processo legal não tenha sido cumprido pela força-tarefa. Moro enfatizou que a Lava-Jato "não é uma bruxa caçadora", e que ele "não joga com a política". O magistrado paranaense esclareceu que "nenhuma prisão na Lava-Jato ocorreu com base em opiniões políticas, mas sim de acordo com evidências de que crimes foram cometidos", sentenciou.

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Foto polêmica

O juiz Sérgio Moro foi indagado, durante o evento, sobre a polêmica foto tirada junto ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), em um evento da revista IstoÉ, em que Moro foi condecorado como "Brasileiros do Ano de 2016". O juiz foi contundente em afirmar que "o político Aécio Neves não está sob sua jurisdição". Ainda segundo Sérgio Moro, "foi um evento público, e o senador Aécio não está sendo investigado pela Justiça Federal de Curitiba. Foi uma foto infeliz, porém não há nenhum caso envolvendo ele", afirmou. Ao final, o juiz disse que a Lava-Jato favorece ao Brasil, a grande oportunidade de se superar a "prática vergonhosa" de pagamentos de recursos ilícitos. Ele concluiu que a "Lava-Jato revela a todos que muito pode ser feito para que haja o combate da corrupção sistêmica no Brasil, já que há uma profunda erosão na confiança na democracia", afirmou o magistrado. #Lava Jato #Petrolão #Sergio Moro