O juiz Sérgio Moro esteve na última sexta-feira (09) discursando à convite da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. O juiz paranaense se pronunciou para uma platéia de convidados e pôde retratar sobre o combate constante aos escândalos de #Corrupção que terminaram por desviar bilhões de reais dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. Sérgio Moro é o responsável em primeiro grau, através da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, pela condução das investigações no âmbito da Operação Lava-Jato, considerada uma das maiores, senão, a maior operação de combate à corrupção em curso de que se tem notícia no Brasil. Moro destacou que as apurações da força-tarefa são totalmente de caráter imparcial e não sofrem nenhum tipo de influência de cunho político.

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Ainda de acordo com o juiz paranaense, as investigações possuem como "foco" a Petrobras e por esta razão, torna-se natural que políticos de partidos opositores não apareçam nas apurações. Moro foi enfático: "se o crime for algo comprovado, haverá, dessa forma, consequências. PTB, PP, Solidariedade e PT aparecem nas apurações, portanto, não se pode compreender que haja algum tipo de parcialidade na condução de todas as investigações", ressaltou o magistrado.

O juiz Sérgio Moro não comentou sobre as investigações que envolvem pagamentos de caixa 2 ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Moro argumentou que casos que "casos envolvendo parlamentares que possuem prerrogativa de foro, são caminhados diretamente ao Supremo Tribunal Federal".

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O magistrado que conduz a Lava-Jato, deixou claro que discorda frontalmente de críticas de que o processo legal não tenha sido de fato, cumprido totalmente. "A Lava-Jato não é uma bruxa que se possa considerar como caçadora e nenhuma prisão de condenados, tenha sido alvo pelo fato de se haver baseamento em opiniões políticas, mas sim de acordo com a gama de crimes que tenham sido, no entanto, cometidos", ressaltou Moro.

Foto com senador

Moro foi indagado sobre a polêmica foto que foi publicada, estando ele ao lado do senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG), durante premiação oferecida pela revista IstoÉ, em São Paulo. Na foto, ambos estavam num clima de descontração. Moro foi categórico em responder que "o político em questão (Aécio Neves) não está sob sua jurisdição ou alçada de investigação e portanto, naquele momento se tratava de um evento público, além de o senador tucano não estar sob investigação da Justiça Federal do Paraná", relatou o magistrado, apesar de que não há casos na Lava-Jato que estejam envolvendo o político mineiro. #SérgioMoro #Lava Jato