Nessa segunda-feira, 12, ocorreu uma audiência de um dos processos em que #Lula é réu. Na ocasião, Sérgio Moro interrogava a funcionária da OAS, Mariuza Aparecida Marques. Sobre uma visita de Marisa Letícia, a esposa de Lula, e também ré no processo, Moro perguntou se ela havia ido ao local como possível cliente ou como a pessoa a que o imóvel já havia sido destinado.

Logo após a pergunta, uma advogada interrompeu o depoimento, em seguida, Moro voltou a perguntar para Mariuza. O advogado de Lula, Juarez Cirino dos Santos, interrompeu a resposta da interrogada, alegando que protestava a pergunta. Moro disse que o mesmo estava sendo inconveniente e que seu protesto havia sido indeferido.

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Juarez, por sua vez, bateu boca com o juiz, dizendo que ele é o acusador principal do processo e que, como advogado de defesa, tem o direito de interromper e protestar. Moro rebateu reafirmando que a questão havia sido indeferida e pediu respeito ao advogado, que alegou que não iria respeita o juiz federal, pois ele atua como o acusador principal, de forma que não merece nenhum respeito.

Mariuza, enfim, conseguiu responder ao magistrado, alegando que Marisa foi tratada como a pessoa a quem o imóvel tinha sido destinado.

Após a audiência, o outro advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, emitiu uma nota alegando posição contrária a que Mariuza respondeu para o juiz. Cristiano informa que todas as testemunhas inocentaram Marisa e Lula, que só foram no Triplex do Guarujá uma vez e como potenciais compradores, uma vez que o imóvel pertenceu e pertence a construtora OAS.

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Também disseram que após a visita de Lula, Marisa e seu filho Fabio foram ao local ‘conhecer’ as reformas feitas pela OAS para decidirem que elas despertavam o interesse da família em adquirir o imóvel.

Lula é réu em quatro denúncias e investigado em pelo menos dois inquéritos já divulgados pela Polícia Federal. Se condenado em um ou todos os processos dos quais é réu, além de ficar inelegível, o político cumprirá vários anos de reclusão e ainda que consiga alguma forma de cumprir a pena em regime domiciliar, não poderá se envolver com política enquanto não terminar de cumprir sua pena. O ex-presidente está com setenta anos e é possível candidato do PT para as eleições presidenciais de 2018. #Lava Jato #Sergio Moro