Na semana passada, o Palácio do Planalto lançou uma licitação para adquirir alimentos que deveriam abastecer por cerca de um ano o avião do presidente Michel Temer (PMDB) e quaisquer pessoas convidadas por ele. A previsão de gastos acarretaria no total de R$ 1,7 milhão. De acordo com um edital, o governo pretendia comprar aproximadamente 170 tipos diferentes de alimentos, incluindo diversos sorvetes e picolés.

Entre os sorvetes, R$ 7.500 eram destinados à compra de 500 potes de 100 gramas da marca Häagen-Dazs, da qual cda unidade custaria em torno de R$ 15.

Além disso, de acordo com o jornal O Globo, a licitação calculava gastos com outras marcas de sorvetes e picolés, como 50 unidades de cada um dos seguintes: Cornetto, Tablito, Chicabon, Eskibon e Frutilly.

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Também estavam orçados 300 sorvetes livres de lactose.

Ainda se tratando das sobremesas exigidas, mais de uma tonelada e meia de tortas de chocolate constava na licitação, o que custaria aos cofres públicos R$ 96 mil. Também seriam encomendados 120 potes do creme de avelã Nutella, que custam R$ 34 a unidade.

O Palácio do Planalto especificou, também, quatro tipos de açúcares, seis tipos diferentes de iogurtes e o mesmo de geleias - estes últimos totalizando R$ 27.500 em custos.

Além da quantidade exorbitante de doces, seriam orçados 200 cafés da manhã prontos, com o custo de R$ 96 cada, estes incluindo presunto de parma e diversos tipos de queijos. R$ 1.600 estariam destinados à compra de sal do Himalaia.

A "cereja do bolo" é o custo com sanduíches de mortadela. De acordo com o planejamento, cada unidade para o avião do presidente custaria mais de R$ 16 - valor elevado considerando que a mortadela é um alimento recorrente na mesa do brasileiro, principalmente pelo seu baixo custo em mercados populares.

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O povo recebeu a notícia com surpresa, e nas redes sociais disseminaram-se piadas e memes a respeito das preferências alimentícias do presidente. Após a repercussão da notícia, Michel #Temer teria mudado de ideia em relação às suas exigências e cancelado a "licitação dos sorvetes", de acordo com algumas fontes ainda não confirmadas.

Esse caso lembra algo semelhante que ocorreu durante o governo Dilma Roussef (PT) em 2015, onde a "lista de supermercado" da Presidência, que contava principalmente com produtos de limpeza, totalizava R$ 712 mil. Naquela lista, assim como nos sanduíches de mortadela, contabilizava-se mais de R$ 6 por garrafa de 2 litros de Coca-Cola, enquanto na época, a mesmo custava, normalmente, abaixo de R$ 5. #sorvete #Dilma Rousseff