Foi decidida no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta última terça (29), a #Descriminalização do #aborto em gravidez até 12 semanas. O #STF avaliou um caso específico, anulando a prisão preventiva que havia sido imposta a 5 pessoas que trabalhavam numa clínica em Duque de Caxias/RJ. A discussão gerou muitos protestos no Congresso Nacional, o qual se dividiu em prós e contras. A decisão iniciou um impetuoso debate nas redes sociais entre os usuários que dividiram suas opiniões online. A repercussão desta decisão já alcança o Brasil inteiro e ainda não encontrou um consenso.

Manifestantes se armaram de cartazes, bandeiras, faixas e gritos de ordem para demonstrar sua adversidade à decisão no STF.

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No entanto, o ministro Luís Roberto Barroso alega que a criminalização do aborto nas três primeiras semanas de gestação seria um ato contra a liberdade feminina. Afirmou também que a mulher é capaz de tomar suas próprias decisões e livre o suficiente para optar por qualquer escolha. A turma contra a medida que o STF aprovou defende que não há direito que se sobreponha ao de viver. Apoiados na ideologia cristã, os ministros justificam que o aborto é uma violação à natureza de Deus. Eles prometem elaborar uma PEC que acarretará a anulação desta decisão.

O ministro Luís Roberto Barroso, a favor do aborto até a décima segunda semana de gravidez, usa da posição de outros países ao redor do mundo que já discutiram o assunto para justificar sua escolha. Mas é importante ressaltar que países citados como exemplo pelo ministro, como os Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, são desenvolvidos suficientemente.

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Isto é, no Brasil ainda existem muitos locais aonde o conhecimento é pouco difundido; consequentemente, as pessoas desses locais não estão cientes da importância dos métodos contraceptivos ou mesmo das complicações que a gravidez indesejada pode causar.

Durante o debate foram discutidas também medidas que podem diminuir a taxa de gravidez no país. Se falou em campanhas educativas acerca do drama de uma gravidez indesejada e a importância de usar os métodos contraceptivos. Embora sejam soluções que diminuiriam tanto a discussão quanto o problema, os ministros não chegaram a um consenso e continuaram a argumentar acerca da problemática.