A semana promete ser tensa em Brasília, começando com as delações premiadas assinadas por 77 executivos e ex-funcionários da #Odebrecht sendo enviados pelo Ministério Público à Suprema Corte do país. As transações penais fazem parte da Operação Lava Jato, que investiga um forte escândalo de corrupção no país.

As delações premiadas da Odebrecht serão revisadas pelo Supremo Tribunal de Justiça sobre o comando de Teori Zavasck, que relat o caso da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

A Justiça brasileira já sinalizou que solicitará que seus assessores realizem, em janeiro, depoimentos e entrevistas com os executivos da Odebrecht, sem a presença de seus advogados ou procuradores para que eles possam confirmar se suas declarações escritas são verdadeiras e se foram feitas de forma livre e espontânea.

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Embora, em teoria, os depoimentos devem ser mantidos em sigilo, os meios de comunicação locais informaram na semana passada que dois dos executivos teriam envolvido vários políticos no escândalo de suborno da construtora Odebrecht, inclusive alguns políticos que atualmente estão trabalhando para o governo de #Michel Temer.

O Jornal Folha de S. Paulo informou na semana passada que em um dos depoimentos dos executivos da Odebrecht, o nome do presidente Michel Temer aparece 43 vezes, o seu ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, surge na lista em 45 vezes, e o nome do Secretário do Governo de investimentos público e privados, Moreira Franco, aparece 34 vezes.

Na semana passada, Michel Temer pressionou a promotoria federal, assim como o Supremo Tribunal, para apressar a investigação e as suas conclusões.

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Temer disse que as medidas de ajuste fiscal do seu governo tem sido afetadas pela divulgação ilegítima de declarações de promotores.

Segundo o presidente, enquanto as acusações não forem concluídas e ratificadas, o país continuará em um clima de desconfiança que gera incertezas. Analistas políticos acreditam que mais de duas centenas de políticos de todos os partidos políticos sejam envolvidos pelos executivos da Odebrecht no caso de corrupção do país. #Política