O presidente #Michel Temer parece não estar nem um pouco preocupado com o agravamento da crise em seu governo e a sua baixa popularidade. Ao contrário, ele está feliz com a aprovação da PEC do Teto dos Gastos públicos, considerada como sua principal medida econômica, e que foi aprovada nessa terça-feira (13), no #Senado Federal. Segundo reportagem publicada no jornal “O Globo”, Temer, jamais cogitou a hipótese de renúncia da presidência, assim como propôs, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), integrante da base aliada que propôs nessa terça, que Temer faça um “gesto maior” e renuncie à presidência.

Apesar do grande desconforto gerado com as declarações de Caiado, que também afirmou que Michel Temer não deve “ter medo de antecipar as eleições presidenciais”, Temer parece estar tranquilo e, segundo um interlocutor do #Governo, está ciente das dificuldades que teria para governar.

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“O projeto dele é resgatar o país, ele não quer aplauso e muito menos reconhecimento fácil”, afirmou um auxiliar de governo.

Baixa popularidade ajuda na tomada de medidas polêmicas

Logicamente que ter alta popularidade é um fator crucial para o sucesso de qualquer governo do mundo, porém, essa lógica é exceção para Michel Temer. De acordo com o interlocutor do governo (que concedeu entrevista ao jornal O Globo), a baixa popularidade de Michel Temer, poderá até auxiliá-lo na tomada de decisões polêmicas, como ocorreu com a PEC dos Gastos Públicos, e provavelmente ocorrerá com a Reforma da Previdência, que deverá ser o centro das atenções dos brasileiros em 2017.

Quanto à possibilidade de antecipação das eleições, no Palácio do Planalto, a medida é vista como “extremamente complexa”, já que, para ser realmente aprovada, é necessário ter um amplo acordo entre oposição e governistas, para que seja feita uma proposta de emenda a constituição (PEC), considerada por analistas políticos, como uma proposta de tramitação lenta e que, caso fosse tramitada, chegaria a seu curso final, somente no final de 2017.

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Já que teria que haver uma ampla discussão sobre a antecipação de eleições, de governadores, deputados (estaduais e federais) e senadores, ou se a nova eleição presidencial seria feita de forma diferente e separada das demais eleições.