Diante de uma das maiores crises nunca antes vista na história entre os poderes Legislativo e Judiciário. #Michel Temer tenta buscar uma solução para tentar “amenizar” a crise em torno do grande embate dos dois poderes. Segundo interlocutores do governo, a estratégia adotada pelo presidente seria o de tentar manter #Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo, mesmo com a liminar de afastamento concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal.

Segundo reportagem publicada no jornal “Folha de São Paulo”, o real desejo de Michel Temer, seria o de manter o peemedebista à frente do Senado, pelo menos, até a votação do projeto da PEC (Proposta de Emenda a Constituição) que visa regular os gastos públicos pelos próximos vinte anos.

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A previsão é de que o projeto entre na pauta de votação no Senado já na próxima semana.

A Folha também apurou que integrantes do governo já estão em negociação para tentar reverter a decisão de Marco Aurélio Mello, já na sessão dessa quarta-feira (07) no Supremo Tribunal Federal e tentar derrubar a justificativa de que um réu não pode ocupar uma posição na linha sucessória da Presidência da República.

Estratégia

A estratégia adotada pelo governo seria a do convencimento dos seis ministros (Teori Zavascki, Luiz Fux, Celso de Mello, Edson Fachin, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello) do #STF para alterarem seus votos na sessão (que decidirá o futuro de Renan) que deverá ser realizada ainda nessa quarta.

Apesar de a tentativa de mudar a decisão do STF não seja dita pelo governo publicamente, que argumenta que se o Palácio do Planalto tomar partido de um lado pode desgastar a relação com o outro lado.

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Nos bastidores do poder, a estratégia para “socorrer Renan” está a todo o vapor.

Não estava nos planos de Temer, de forma alguma, que a votação da sua principal medida de ajuste fiscal ficasse para o próximo ano. Apesar do esforço, aliados do governo consideram muito difícil reverter a situação de Renan perante o Supremo.

E caso seja confirmada a saída de Renan Calheiros do Senado, Temer já está tentando angariar apoio de seu substituto, o vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) a quem pretende se reunir nessa quarta-feira para tratar do assunto.