#Michel Temer segue sem ter um nome definitivo para ocupar a Secretaria de Governo, que tem status de ministério e está vaga desde a saída de Geddel Vieira Lima, envolvido em uma polêmica com o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. No momento, o presidente tenta exercer a sua habilidade política para fazer uma escolha sem desagradar nenhum partido de sua base.

Nesta sexta-feira, 9, em agendas em Pernambuco, Michel Temer admitiu que havia encontrado um parlamentar que julgava ser o mais adequado para o importante cargo. O deputado Antonio Imbassahy (#PSDB-BA) conta com a admiração do presidente e esteve bem próximo de ser nomeado na função que era de Geddel, mas parte da base do presidente se mostrou contrária à escolha e por isso Temer recuou.

Publicidade
Publicidade

Na última semana, a possibilidade da nomeação de Imbassahy movimentou bastante o cenário político de Brasília. Nos bastidores, membros da base aliada de Temer, do próprio #PMDB e do chamado “Centrão”, sinalizaram de forma negativa à opção, o que fez com que o presidente recuasse. Ele falou sobre o tema durante sua estadia em Pernambuco.

“Não houve um convite oficial para este cargo no ministério. O que ocorreu foram conversações sobre o tema, mas o PSDB já é detentor de grandes ministérios no governo. Com mais um, seria uma grande ampliação. Quando me falaram o nome do Imbassahy, pensei que era exatamente quem eu precisava. Mas houve um equívoco, já que a imprensa noticiou antes mesmo que eu fechasse questão”, lamentou Temer.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o grupo de parlamentares que fazem parte do chamado “Centrão” estavam dispostos a sugerir o nome do ex-deputado Sandro Mabel para a Secretaria de Governo.

Publicidade

Mabel é amigo de Temer, mas as conversas não evoluíram e então os parlamentares passaram a trabalhar pela nomeação do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

“Houve uma certa reação contrária ao nome do Imbassahy, que é um nome bastante prezado por mim e pelos seus colegas parlamentares, mas ocorre que entraremos em um momento de eleições na Câmara Federal e essa nomeação poderia ser entendida como prejudicial a um candidato e outro. Estamos com uma base muito ampla e não posso desagradar a nenhuma ponta, especialmente pelo apoio que o Congresso Nacional tem dado às reformas do nosso governo”, explicou o presidente.

Segundo o portal G1, por outro lado, Temer já estaria trabalhando com duas outras alternativas para reocupar a Secretaria de Governo. Um dos nomes seria o do também tucano, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado Federal. O outro seria José Anibal, também senador pelo PSDB, do estado de São Paulo.

Nesta sexta, Michel Temer iniciou oficialmente a sua primeira viagem ao Nordeste brasileiro desde que assumiu a mais importante cadeira do executivo, ainda em maio, no afastamento provisório de sua ex-companheira de chapa, Dilma Rousseff.

Publicidade

Logo por volta de 8h, Temer esteve na cidade de Caruaru e foram até a localidade de Surubim, onde foram fazer uma vistoria na barragem de Jucazinho, considerado em péssimas condições em decorrência da falta de chuvas na região.