O presidente brasileiro Temer pode não ter conquistado os corações do público, mas ele definitivamente obteve a maioria de votos do Congresso. Temer está terminando a última semana de 2016 com as maiores taxas de votação na história do Congresso brasileiro.

O poder legislativo votou a favor dos projetos de Temer a uma taxa retumbante de 88%. Durante o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, essa taxa foi de apenas 63%.

Entre o partido de Temer, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o voto alinhado foi praticamente unânime. Tanto o PMDB como o Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) registraram taxas de 97% de alinhamento com o presidente Temer.

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Os dois partidos constituem a grande maioria do Congresso. Enquanto isso, o Partido do Trabalhador (PT) e outros partidos minoritários votaram contra as políticas de Temer na maior parte do ano.

Além de ter o apoio de seu partido, Temer possui auxilio do presidente da Câmara dos Deputados, que ajuda a angariar um forte apoio legislativo. Além disso, os legisladores aparentam ter fé na equipe econômica de Temer.

Esta taxa de voto recorde revela um retorno aos partidos que votam ao longo das linhas partidárias. Durante a presidência de Dilma, o Poder Legislativo estava um caos.

Durante o mandato de Dilma, nem o Executivo nem o Poder Legislativo cediam aos desejos do outro. Temer, no entanto, incentiva as coalizões partidárias através de políticas ideológicas próximas e entregando posições de alto nível, de tomada de decisão de poder de acordo com suas negociações no Congresso.

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No entanto, isso não significa necessariamente que todas as reformas impopulares de Temer ganharão facilmente a aprovação legislativa. Enquanto um dos seus projetos mais audaciosos de governo, o plano de austeridade de 20 anos, foi aprovado, a reforma do sistema de pensões ainda está em debate. Provavelmente, o presidente será capaz de levar suas políticas para a legislatura, mas não sem mudanças.

De fato, na votação final do Congresso realizado na terça-feira passada, os legisladores aprovaram a renegociação das dívidas dos estados, sem termos de condição e totalmente contra a vontade do presidente Temer.

O próprio partido de Temer, o PMDB, deu a maior média de votos a favor do projeto de lei com 47 de 50 votos. O plano de dívida aliviaria os governadores de estado de sua falência ao lançar o encargo financeiro para o governo federal. O projeto de lei aguarda a aprovação ou o veto de Temer. No primeiro grande projeto de lei de 2017, permanece incerto se Temer retornará com o alto apoio do Congresso como aconteceu em 2016. #Política #Congresso Nacional #Michel Temer