O operador do Mensalão, Marcos Valério, por intermédio do seu advogado, Jean Robert Kobayashi Júnior, enviou um documento para o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a troca urgente de presídio. De acordo com Valério, a sua delação corre risco de ter sérios vazamentos, pois os agentes penitenciários vivem folheando os cadernos com suas anotações e isso não pode acontecer, pois as informações escritas estão sob sigilo.

Marcos Valério também criticou a pouca segurança para ele no presídio, pois ele acaba sendo alvo de detentos que convivem com pessoas que serão delatadas. Segundo informações, já existem 78 anexos prontos da delação e que complicarão a vida de figuras políticas de destaque.

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O operador do Mensalão foi condenado a 37 anos e cinco meses de #Prisão. Ele começou a cumprir a pena em novembro de 2013. O documento enviado ao STF pede que Valério seja transferido do presídio Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais, para o de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte.

Informações do documento

Segundo o advogado, Valério é submetido a várias revistas nas celas, por se tratar de um presídio de segurança máxima. Porém, nas revistas, os agentes costumam ler os escritos de Valério e ficam sabendo de informações sigilosas. Diante disso pode ocorrer com muita facilidade vazamentos.

No documento, Kobayashi afirma que há um grande déficit de agentes, causando riscos à vida do operador. Já estão escritos 78 anexos, mas muitos outros será detalhados em breve, mas os papéis poderão ficar nas mãos da direção do presídio, caso não for feita nenhuma ação.

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Outro fator que o advogado comenta no documento e que justifica o pedido de transferência, é o fato da mãe de Valério já ter 80 anos e não ter condições para ir até o presídio Nelson Hungria. Se houver a mudança do local, a mãe dele ficará apenas a um quilômetro de distância e ela não teria gastos para ir visitá-lo.

A Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais não quis comentar as acusações do advogado e que não cabe à ela falar sobre as delações premiadas e nem dar informações sobre os agentes penitenciários. #Lava Jato #Corrupção