Estamos em uma crise econômica e #Política sem tamanho. Todos os dias somos bombardeados com notícias na TV sobre a queda de empregos, aumento no preço de tudo quanto é produto e até mesmo de redução de salários em várias áreas. Inclusive, o nosso presidente falou recentemente: “Não fale em crise, trabalhe”. Somos orientados a cada dia para cortamos despesas, cancelarmos nossas assinaturas, tudo que não for “essencial”, até a crise passar.

Mas essa realidade alarmante que muitos brasileiros vivem parece que não afeta os #vereadores de uma cidade no interior de Mato Grosso: Barra do Garças. A cidade localizada na divisa com o estado de Goiás teve, na madrugada do dia 13 de dezembro, um capítulo histórico para mostrar o quanto os políticos estão se importando com as pessoas.

Publicidade
Publicidade

É como se fosse um símbolo de toda a falta de respeito que a população, sempre ela, é obrigada a pagar por erros de outros.

Ao melhor estilo dos deputados no Congresso Nacional em Brasília, os vereadores de Barra do Garças aprovaram na madrugada um aumento de 288% da verba indenizatória para a próxima legislatura. Com isso, o antigo benefício de mil e setecentos reais será agora de seis mil e seiscentos, já à partir de janeiro. Barra do Garças tem 15 vereadores, mas 13 foram na polêmica sessão. Dos 13, 10 votaram a favor.

Para quem não sabe, a verba indenizatória pode ser usada para qualquer gasto do vereador e não precisa ser justificada. Também não incide imposto de renda. Ou seja, é livre. O salário dos vereadores do município, sem a verba, é de 8 mil reais. Com a verba, os vencimentos sobem para 14,6 mil.

Publicidade

Apenas um vereador votou contra o projeto. Odorico Ferreira Cardoso, do PT, afirmou em entrevista que é "impossível votar reajuste qualquer que seja, tendo em vista que os servidores públicos não tiveram recomposição salarial". Já o presidente da Câmara, Miguel Moreira, do PDT, classificou o aumento como fundamental porque não havia reajustes há quatro anos.

A população da cidade, porém, promete não ficar calada e já marcaram protestos para o próximo dia 19 de dezembro, em frente a Câmara de Vereadores do município. Essa história promete ter novos capítulos em breve e o que mais impressiona é esse aumento de mais de 280% em plena "crise".