O procurador-geral da República, Rodrigo #janot, pediu abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB) por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A solicitação, baseada na delação premiada do senador Delcídio Amaral, tem como objetivo apurar eventuais crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionado ao esquema de propina em #Furnas.

O doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato, fez sua colaboração com a delação que foi homologada pelo STF, relatou que o PSDB mantinha influência em uma diretoria de Furnas, assim também o Partido Progressista (PP), por meio de José Janene, e havia pagamento de propinas a empresas contratadas.

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Num dos depoimentos, Delcídio disse que Dimas era operador de um esquema de distribuição de propinas em Furnas e que "um dos beneficiários dos valores ilícitos, sem dúvida, foi Aécio Neves". Seu nome faz parte da lista divulgada pela empreiteira Odebrecht que contém 300 nomes mencionados nos documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a 23ª fase da Operação Lava Jato.

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves disse que “considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas demonstrarão como ocorreu outras vezes, a correção de sua conduta”.

Delcídio também havia citado que haveria uma fundação no paraíso fiscal de Liechtenstein da qual Aécio Neves seria o beneficiário. “Referidas informações constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos”, aponta Janot no pedido ao Supremo.

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Com a morte do ministro do STF, Teori Zavascki, o processo contra o senador Aécio Neves deve demorar mais ainda para ser averiguado, enquanto isso o senador prefere ficar em silêncio sobre o assunto.

Aécio Neves foi candidato a presidência da republica pelo PSDB nas eleições de 2014 no Brasil, onde chegou a enfrentar a ex-presidente Dilma Rousseff no segundo turno. Acabou perdendo por uma diferença de 3,8%, traduzindo para números, essa diferença foi de 3.459.963 milhões de votos. #aecio