A rebelião no presido Anísio Jobim em Manaus deixou o Brasil e o mundo chocados: foram 56 mortos e vários presos que escaparam na última segunda-feira, 2 de janeiro.

Imediatamente, surgiram notícias de que o fato teria ligação com a transferência de líderes da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), que comanda ações dentro e fora dos presídios paulistas e em diversos estados brasileiros.

No fim do ano passado, vários advogados foram presos acusados de ligação com a facção, entre eles o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos. Depois disso, os líderes foram transferidos para um regime disciplinar mais elevado e com um maior grau de isolamento e restrições.

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Para o governador de São Paulo, Geraldo #Alckmin, não existe relação entre as ações e a #Rebelião na capital do Amazonas.

O governador disse que esta ação do Ministério Público realizada há um mês foi feita juntamente com a polícia para prender advogados que estariam enviando informações para líderes do #PCC.

Alckmin falou também que os líderes da facção foram transferidos para um regime disciplinar diferenciado em penitenciárias de segurança máxima e não vê relação entre a rebelião e a ação do fim do ano.

Segundo o Ministério Público, todas as pessoas que foram presas são suspeitas de movimentar dinheiro do crime organizado em suas contas bancarias.

Governo falhou contra o PCC?

O governador foi questionado se o governo de São Paulo falhou no combate à facção, deixando ela se espalhar pelo país, principalmente em estados vizinhos como RJ e MG e alguns estados do Norte e Nordeste.

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O governador respondeu negando qualquer relação.

Para Geraldo Alckmin, o PCC não age nestas rebeliões que acontecem no Norte e no Nordeste porque a facção acaba não influenciando outros sistemas.

O governo do Amazonas apesar disso, já reativou um presídio para transferir os presos da facção paulista que estariam ameaçados após os confrontos de domingo e segunda, e o clima de tensão segue em vários estados, principalmente em SP, com uma possível onda de rebeliões.