O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #Teori Zavascki, que morreu vítima de um acidente de avião, teve em suas últimas decisões o envolvimento da ex-presidente #Dilma Rousseff. O relator da Operação #Lava Jato no Supremo, que inclusive foi indicado por Dilma para a Corte, indeferiu o pedido feita pela Procuradoria da República do Distrito Federal, de enviar à primeira instância do Judiciário, um inquérito relacionado à petista.

A ex-presidente foi acusada pela Procuradoria de elaborar planos para prejudicar investigações do esquema do petrolão.

De acordo com o ex-senador Delcídio do Amaral, a ex-presidente nomeou em setembro de 2015, o desembargador Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de livrar empreiteiros que foram presos pela Operação Lava Jato.

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Lava Jato

No mesmo inquérito indeferido por Teori, a ex-presidente também é acusada de tentar "frear" a Operação Lava Jato. Em maio de 2016, ela tentou nomear Lula para ser seu ministro, dando a ele foro privilegiado. Assim, os processos dele sairiam das mãos do juiz federal Sérgio Moro e iria para o Supremo. Essa decisão de Dilma foi um gesto desesperado que ela teve, logo após a condução coercitiva de Lula pela força-tarefa.

O ministro falecido, em agosto de 2016, ainda ajudou Dilma mantendo o inquérito dela na Corte sem fatiar. Ou seja, mesmo ela perdendo o foro privilegiado devido seu impeachment, o seu inquérito continuou na Corte Suprema, por ação de Teori.

Em outubro de 2016, Teori reforçou sua decisão de rejeitar o pedido da Procuradoria e decidiu não desmembrar as investigações, mantendo o inquérito de Dilma no STF e impossibilitando de chegar nas mãos de Sérgio Moro.

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Antes do recesso

Poucos dias antes do recesso do Judiciário, em dezembro de 2016, Teori afirmou: "Diante da inalteração do contexto de desmembrar as investigações, indefiro mais uma vez o requerimento", disse ele.

A Polícia Federal pediu uma renovação do prazo para a conclusão do inquérito. Se denunciados, os suspeitos poderão pegar de três a oito anos de prisão.