O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, abriu uma queixa, no ano passado, na Organização das Nações Unidas (#ONU) contra o juiz federal Sérgio Moro. Lula argumentou que Moro infringiu a Lei de Abuso de Autoridade e conduziu de forma irregular as investigações da operação #Lava Jato. Advogados de Lula pediam o afastamento de Moro e até a demissão no cargo de juiz federal.

Nesta última sexta-feira (27), o governo brasileiro apresentou sua defesa contra as queixas do ex-presidente. O documento da defesa contou com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da União e do Ministério de Relações Exteriores.

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Os documentos apresentados pelo governo brasileiro são totalmente contraditórios as queixas do ex-presidente Lula. Os órgãos concluíram que a forma que a Lava Jato está sendo conduzida é imparcial, ou seja, não há indícios de "perseguições políticas". O governo também frisa para que pedido de Lula não seja analisado pela ONU. O processo está em fase inicial de admissibilidade.

Órgãos avaliaram que Lula não teria argumentos para dizer que sua liberdade foi violada e que ele estaria desprotegido da Justiça. Ontem (27), foi o último dia que a defesa tinha para apresentar o documento na ONU.

Lula réu

O ex-presidente Lula é réu em cinco processos, ainda no mês de janeiro deste ano ele foi colocado como réu por lavagem de dinheiro e corrupção no envolvimento de contratos ilícitos da empreiteira Odebrecht.

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A primeira vez que o petista se tornou réu, foi quando investigações apontavam que ele teria tentado "calar" o delator Nestor Cerveró, quem deu as informações foram o próprio filho de Cerveró. Lula também se tornou réu após ser acusado de se beneficiar de dinheiro ilícito da empreiteira OAS, usando dinheiro para reformar um apartamento na cidade de Guarujá, São Paulo.

Advogados de Lula, como Carlos Zanin Martins, enfatizam que o petista está sendo perseguido e que o Ministério Público Federal escolheu Lula para o "eleger" como o centro de uma organização criminosa.