Os teóricos da #conspiração começam a apresentar as peças do quebra-cabeça: o papel de Zavascki investigando o escândalo da Petrobras e o fato de que seu filho disse, em maio, que Zavascki recebeu ameaças. Além disso, Zavascki morreu em um acidente de avião, um evento que tende a impulsionar todos os tipos de teorias de conspiração.

Mas a morte de Zavascki não é, de modo algum, a única que inspirou tais teorias. Selecionamos as teorias de conspiração mais populares sobre a morte de políticos brasileiros.

Candidato presidencial Eduardo Campos

A tragédia marcou a corrida presidencial de 2014. Em 13 de agosto, um jato que transportava o candidato presidencial Eduardo Campos caiu em Santos.

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O candidato socialista, que atuou como governador de Pernambuco, desertou do governo Dilma Rousseff e se apresentou como uma alternativa liberal ao Partido dos Trabalhadores. Sua companheira de equipe foi a ex-senadora Marina Silva, que assumiu o seu lugar e, finalmente, terminou em terceiro lugar, com 21% dos votos.

A teoria mais popular sobre sua morte aponta a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos como a responsável pela queda do avião. O fato de os EUA apoiarem a perseguição #Política na América Latina durante a Guerra Fria alimentou essa teoria.

Ex-presidente Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek, ou JK, é mundialmente famoso por ser o homem que fundou Brasília, o utópico modernista no Brasil central. Ele também está no centro de uma grande teoria da conspiração desde os tempos da ditadura.

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JK morreu em um acidente de carro em 1976. No entanto, a Comissão da Verdade de São Paulo (que investiga crimes de Estado durante a ditadura) trouxe à luz uma outra teoria. Informou que o motorista de JK pôde ter pulado momentos antes dos curtos elétrico do carro.

Ex-presidente João Goulart

O presidente João Goulart, ou Jango, foi deposto pelos militares em 1964. Morreu 12 anos depois no exílio. Sua autópsia afirma que ele morreu de um ataque cardíaco. No entanto, sua família alegou por décadas que ele foi vítima de envenenamento. Em 2013, a Comissão Nacional da Verdade ordenou que exumem seu corpo para testes, mas ainda não divulgou nenhum resultado.

A família de Jango acredita que ele foi vítima da Operação Condor - uma cooperação apoiada pelos EUA entre os governos militares do Brasil, Argentina, Chile e Paraguai para eliminar políticos de esquerda na América do Sul.

Ex-ditador Castelo Branco

O Brasil pode ser o país com mais mortes suspeitas de ex-presidentes. Marechal Castelo Branco foi o primeiro chefe de Estado durante a ditadura militar do Brasil.

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Considerado um "moderado" entre as fileiras do Exército, em 1967, Castelo Branco foi obrigado a passar a faixa presidencial para o seu inimigo, Marechal Costa e Silva. Dois meses depois, o avião em que Castelo Branco viajou caiu quando um jato de combate da Força Aérea teria atingido a cauda do avião. Ninguém sobreviveu.

"Quase presidente" Tancredo Neves

A ditadura militar terminou em 1985, com a eleição indireta de um novo chefe de Estado. O ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves venceu no colégio eleitoral e se tornaria o primeiro presidente civil em 21 anos.

Dias antes de sua posse, ele foi internado no hospital com problemas intestinais. Neves morreu 38 dias depois, de complicações pós-operatório. Rumores de envenenamento vieram à tona na época, especialmente porque seu candidato à vice-presidência, José Sarney, estaria ao lado dos militares.

Presidente da Câmara Ulysses Guimarães

Ulysses Guimarães foi uma das figuras mais proeminentes durante o processo de democratização do Brasil. Em 12 de outubro de 1992, ele morreu em um acidente de helicóptero em Angra dos Reis - não muito longe de onde Teori Zavascki morreu. Na época, Guimarães foi presidente da Casa do Brasil. O acidente aconteceu dias depois de a Câmara ter autorizado o processo de impeachment contra o então presidente Fernando Collor.

Seu corpo desapareceu - o que alimentou ainda mais teorias de conspiração.