Desde o ano passado, quando o #STF (Supremo Tribunal Federal) legalizou o aborto de maneira indireta por meio de uma decisão judicial, que afirma que até os três meses de gestação poderá ser permitido o #aborto, católicos e cristãos com cargos políticos sentem-se profundamente abalados com a medida, haja vista que, mesmo tratando-se de um caso específico, abrirá a possibilidade para que outras pessoas pratiquem o aborto.

Os juristas decidiram que aborto em até três meses não será mais crime, assim não haverá condenação. A decisão foi aprovada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin, que encontraram respaldo ao afirmar que a mulher deve ter liberdade para fazer escolhas, além disso, o ministro relator, Marco Aurélio, disse que os artigos que criminalizam o aborto em até três meses violam os direitos fundamentais das mulheres ao considerar que excluem a autonomia feminina, e ainda diz que afetam ao direito sexual e reprodutivo.

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Cristãos contra o aborto

A decisão trouxe uma repercussão negativa perante grupos que defendem a vida lutando contra o aborto, fato que gerou inúmeros protestos em dezembro do ano passado, que contavam inclusive com apoio de políticos cristãos.

A Frente Parlamentar Evangélica, a Frente Parlamentar Mista Católica e a Frente Parlamentar em defesa da Vida e da Família organizaram manifestações. Como argumento contra o ato do STF, afirmaram que não existe direito que possibilite a retirada de uma vida, também redigiram que a lei brasileira garante a proteção do nascituro desde a concepção, fato que consideram impossibilitar a prática do aborto.

Assim, bancada evangélica e católica se uniram contra a decisão ao lançar uma nota de repúdio, além de prometerem trabalhar de maneira incessante em favor do feto, lutando em prol da "PEC da vida".

Destarte, o deputado João Campos (PRB/GO) reclamou que o STF agiu de maneira errada ao usurpar uma função do poder legislativo.

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Diante do exposto, percebe-se que políticos conservadores estão empenhados em priorizar pautas em defesa da vida, combatendo veemente a legalização do aborto até o terceiro mês de gestação, visando proteger o direito do nascituro em ser expectativa de vida.