A grave situação do sistema penitenciário do País causou enorme preocupação, principalmente ao presidente da República, Michel Temer, e também à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. De acordo com fontes governamentais, um encontro entre ambos presidentes de poderes da República, foi antecipado para a manhã deste sábado (07).

Publicidade

A reunião entre Temer e Lúcia, tem o objetivo de discutir a #Crise nas prisões do Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O encontro foi decidido após os massacres que resultaram na morte de aproximadamente 95 presos, em dois presídios estaduais, nos estados do Amazonas e de Roraima. As mortes ocorreram devido à guerra entre facções nesses presídios.

Publicidade

Barril de pólvora

De acordo com auxiliares do presidente Michel Temer, o receio é que a crise fuja de controle, de modo que se torne um verdadeiro "barril de pólvora prestes a explodir". O presidente deixou o Palácio do Jaburu, que é a residência oficial da Vice-presidência na manhã de sábado e seguiu diretamente para a residência da ministra que fica localizada no Lago Sul, da capital federal. O encontro, que anteriormente estava agendado para domingo, foi solicitado pelo próprio presidente Temer para que fosse antecipado, diante da gravidade de toda a situação de #Violência nos presídios.

Publicidade

A principal preocupação do presidente da República, é a situação que pode se converter num "efeito dominó" e acarretar rebeliões em diversas regiões do País. As autoridades estão conscientes de que torna-se cada vez mais necessária uma solução para resolver os graves problemas da superlotação carcerária no Brasil. Interlocutores do presidente Temer atribuem alguns "ruídos" na comunicação entre autoridades sobre a crise nos presídios, ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. De acordo com alguns interlocutores, "o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já teria privatizado o presidente", já que ironicamente o interlocutor lembrou que o titular da Justiça é pré-candidato pelo PSDB, que é partido da base aliada, ao #Governo do estado de São Paulo.