A última pesquisa do Instituto Datafolha, de dezembro do ano passado, revelou que o ex-presidente e pré-candidato à presidência do Brasil em 2018, Luiz Inácio #Lula da Silva, lidera as intenções de voto da população. Logo atrás, em segundo lugar na pesquisa, estava o deputado federal Jair Messias Bolsonaro, pré-candidato popular entre o meio conservador, em oposição a Lula, que baseou sua campanha na mesma plataforma das eleições de 2002, que o levou ao seu primeiro mandato na luta pelos direitos dos trabalhadores, com foco no seu papel de "homem do povo". Segundo as mesmas pesquisas, Lula só perderia no segundo turno se concorresse com Marina Silva, do Rede.

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Bolsonaro, por sua vez, deve sair do PSC ainda antes de concorrer à presidência, segundo declarações de incontentamento com o partido.

Acompanhando o padrão de intervalos de tempo entre as pesquisas eleitorais do Instituto Datafolha, supõe-se que a próxima deve acontecer no início do próximo semestre de 2017.

Lula é, no momento, réu em cinco casos, sendo três no âmbito da Operação Lava-Jato. Considerando a alta possibilidade de que ao menos um destes casos seja desenrolado até o momento da próxima pesquisa e, portanto, que Lula seja julgado, caso o ex-presidente seja condenado na primeira e na segunda instâncias, o mesmo perderá seu direito de concorrer nas eleições presidenciais de 2018. Sendo #bolsonaro o segundo colocado nas pesquisas, há indicações de que, caso Lula seja considerado culpado, o deputado possa liderar as pesquisas de intenção de voto.

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O partido de Lula, PT, esforça-se para adiantar a campanha do pré-candidato de forma a lançar sua candidatura até o fim desde semestre. Opositores acreditam que a estratégia do partido petista é utilizar sua condição como pré-candidato oficial para criar maior pressão popular e atrapalhar o trabalho de Sérgio Moro, caso o ex-presidente seja condenado. Pois a condenação impediria Lula de concorrer e isso poderia ser usado como um símbolo de ataque à democracia. Essa ideia surgiu pela recente declaração de Lula de que ele e seu partido são perseguidos por "medo" de que o mesmo vença as eleições em 2018.

As acusações contra ex-presidente Lula incluem os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros. Sua primeira acusação deu-se pela denúncia da tentativa de calar o delator Nestor Cerveró, que assinou acordo de colaboração com a Lava Jato. Segundo gravações, Delcídio do Amaral fez uma oferta de fuga para o exterior e mesada de 50 mil reais pelo silêncio de Cerveró. Delcídio acusou Dilma e Lula de tentarem obstruir as investigações correntes na Operação Lava Jato. #Eleições 2018