O deputado federal Jair Bolsonaro, atualmente no Partido Social Cristão (#PSC), deve mudar de partido nos próximos dias. O destino do virtual candidato à presidência da República deve ser o #Partido da República (PR). A informação foi divulgada pelo site O Antagonista, de Diogo Mainardi e Mario Sabino. Essa mudança não vai alterar em nada a campanha presidencial para 2018.

Segundo o site, Jair Bolsonaro teria sido procurado pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) e pelo Democratas (DEM). O PRB é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e, nas eleições municipais, elegeu Marcelo Crivella prefeito do Rio de Janeiro. O Democratas é um partido de maior peso no cenário nacional em relação aos outros dois.

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Atualmente, tem a cadeira de presidência da Câmara com o deputado federal Rodrigo Maia.

O motivo para a saída de #Jair Bolsonaro do PSC teve como gota d’água o apoio que o partido deu ao candidato de Flávio Dino, do PCdoB, no Maranhão, nas últimas eleições municipais de São Luís. O deputado federal não gostou da ideia de ver o partido apoiando um candidato de esquerda. Essa aliança, no mínimo, estranha, fez a relação entre Jair e o Partido Social Cristão estremecer.

Mudança em família

Apesar das três possibilidades, o destino de Jair Bolsonaro deve ser mesmo o PR. Com essa mudança, todos os filhos do deputado federal que estão na política também devem mudar de legenda. Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, Flavio Bolsonaro, deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, devem migrar do PSC para o partido para onde o pai vai.

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Partido da República

Jair Bolsonaro tem um eleitorado fiel, que votará nele independente de que partido ele vai representar. O PR, porém, tem mais representatividade do que o PSC, e isso é um ponto favorável na candidatura à presidência da República.

Na Câmara dos Deputados, o PR tem, atualmente, 39 deputados federais, número quatro vezes maior do que o PSC. Um dos principais nomes do partido é Tiririca, deputado eleito com 1,34 milhão de votos, em 2010, e reeleito com 1,01 milhão, em 2014.