Em uma reintegração de posse onde mais de 700 famílias ocuparam um terreno particular, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) foi detido pela polícia por desobediência judicial e incitação à violência. Além dele, outros integrantes do movimento também foram detidos.

Ele foi levado ao 49º Distrito Policial e chegando lá falou à imprensa que a detenção era "injustiça".

Durante a reintegração de posse, houve conflito entre a polícia e os invasores que se negaram a deixar o local, um policial militar ficou ferido após ser atacado por uma bomba caseira e ao menos duas viaturas da tropa de choque foram danificadas segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo.

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A Tropa de Choque da Polícia Militar foi ao local para dispersar o grupo de sem-teto, utilizando caminhão com jato d’água, bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Quando detido, Boulos afirmou que desde que participou de um protesto em frente à casa do presidente Michel Temer, em São Paulo, em 2016, a polícia estava de olho nele.

Diversos membros do PT, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff, se pronunciaram nas redes sociais contra a prisão do líder do #MTST, "Prisão de Guilherme Boulos fere democracia e criminaliza defesa dos direitos sociais do nosso povo" disse a ex-presidente Dilma no Twitter.

Além dela, a deputada federal, Maria do Rosário, também pelo twitter, utilizou uma foto do Líder do MTST com o ex-presidente Lula, para afirmar que "é perseguição seletiva à Boulos".

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O ex-presidente Lula também se pronunciou divulgando uma nota em sua página oficial no facebook. "A luta para que todos tenham direito a uma moradia digna é parte da construção de um Brasil melhor e mais justo. É preciso muito diálogo, investimento em moradia e políticas públicas. Não é caso de polícia.Toda a solidariedade ao companheiro Guilherme Boulos." disse o ex-presidente.

Em contrapartida aos petistas o major da Polícia Militar Rogério Calderari afirmou que Boulos “colocou em risco a vida de pessoas” e que Boulos “incentivou” os integrantes do movimento a lançarem objetos contra a Polícia Militar. #Boulous #Casos de polícia