O clima de tensão elevada continua em Brasília, após os massacres ocorridos dentro de presídios estaduais na região Norte do Brasil. Dois massacres que somados resultaram em mais de 95 mortos, devido à brigas de facções rivais, nos estados do Amazonas e de Roraima, sacudiram o País. O ministro da Justiça do governo de Michel Temer, Alexandre de Moraes, acompanha de perto a situação nos presídios onde aconteceram as "matanças". Os massacres que resultaram em vários mortos entre os condenados, ocorreram devido principalmente às disputas no tráfico de drogas dessas facções em rivais em regiões fronteiriças do Brasil. As principais facções; PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), são responsáveis pela entrada de drogas e armas no País em grande escala.

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Massacre de presos

De acordo com o Secretário Nacional da Juventude do #Governo Temer, Bruno Júlio, "estaria havendo uma valorização muito grande, em se tratando da morte de criminosos condenados, algo muito maior, do que na situação em que um assassino mata um pai de família que esteja saindo ou voltando do trabalho", ressaltou o secretário do governo. As declarações de Bruno Júlio não soaram bem no Palácio do Planalto e o clima ficou insustentável. Entretanto, afirmações mais polêmicas ainda, foram a gota d´água. Segundo Bruno Júlio, "tinha é que matar mais, ter uma chacina por semana", disse em relação aos massacres de presos ocorridos nas prisões do Amazonas e de Roraima. Após a divulgação e consequente repercussão negativa das declarações do secretário nacional da Juventude, o mesmo tentou se retratar, através de uma nota sobre o assunto: "o que na verdade eu pretendia dizer é que, embora, presos mereçam o respeito e consideração, torna-se necessário o combate à #Violência, de modo mais valorizado", ressaltou em nota o secretário Bruno.

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Já para o Palácio do Planalto, a declaração do secretário foi muito "infeliz", uma "tragédia" segundo fontes do governo. Para que pudesse evitar mais polêmica ainda, o governo agiu rápido e decidiu "costurar uma saída" para o secretário Nacional da Juventude. O mesmo afirmou no fim da noite desta sexta-feira (06), que o presidente Michel Temer havia aceitado a sua demissão do cargo. Bruno Júlio é ligado ao PMDB de Minas Gerais. #Crise no Brasil