A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia decidiu, na manhã desta segunda-feira (30), confirmar o acordo de súplica da Odebrecht. O caso estava sob a justiça de Teori Zavascki, que morreu em 19 de janeiro.

Após a morte de Teori Zavascki, a ministra Cármen Lúcia autorizou seus assessores a continuarem trabalhando no acordo. No entanto, ela manteve o conteúdo das declarações em segredo.

O material será enviado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai averiguar os documentos para decidir por onde começar a investigação.

Envolvendo 77 ex-executivos, o acordo da Odebrecht recebeu o apelido de "fim do mundo" devido ao seu potencial inflamatório.

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Consequências políticas

De fato, a primeira das 77 declarações feitas por ex-executivos da Odebrecht já foi divulgada em dezembro e mostrou que o apelido do "fim do mundo" não era um exagero. Claudio Melo Filho, que negociou subornos com os políticos por 12 anos, deu uma lista de funcionários eleitos beneficiando do esquema.

De acordo com o denunciante, um executivo da Odebrecht entregou 10 milhões de reais para um amigo próximo de Temer. Foi uma "contribuição" para as campanhas do partido do presidente - o Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Melo Filho afirmou que "Temer pessoalmente solicitou o dinheiro do CEO Marcelo Odebrecht". O presidente Temer afirma que todas as ações foram realizadas de acordo com a lei eleitoral brasileira.

Uma máquina de suborno

Por cada US$ 1 milhão que a empresa pagava aos políticos, ganhava US$ 4 milhões em contratos.

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Os promotores suíços usaram esses documentos financeiros na decisão de multar a empresa brasileira US$ 200 milhões na semana passada. O acordo da empresa com os governos brasileiro, americano e suíço inclui o pagamento dessas multas.

Após a posse do servidor da empresa, os investigadores recuperaram mais de 2 milhões de páginas de documentos, que continham listas de pagamentos ilegais com datas, quantidades e nomes de destinatários.

Além disso, os documentos US DoJ mostram que Odebrecht pagou pelo menos US$ 1 bilhão em subornos para garantir contratos em mais de 100 projetos. #Política #Lava Jato