Após a primeira semana dos #novos prefeitos brasileiros, a palavra que fica é #austeridade. Em um quadro de crise nas contas públicas, com mais despesas do que dinheiro em caixa, muitos utilizaram esta primeira semana para apresentar pacotes de contenção e uma brusca redução nos gastos.

A Confederação Nacional dos Municípios aponta que 51% das #prefeituras em todo o Brasil têm dívidas com fornecedores, com atrasos que chegam a oito meses. Uma das principais fontes de receita das prefeituras, o Fundo de Participação dos Municípios, encerrou o ano de 2016 com um repasse de R$ 18 bilhões a menos do que havia sido inicialmente projetado.

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Medidas adotadas

Porto Alegre (RS) - Com a suspensão de 90 dias do pagamento das despesas herdadas de 2016, Marchezan (PSDB) espera renegociar contratos e conseguir descontos com os fornecedores. Suspensão de contratos e concursos pela prefeitura, reavaliação e renegociação de contratos e licitações já em andamento, redução em quase um terço do número de secretarias, suspensão da locação de veículos e controle de despesas cotidianas como, por exemplo, o uso de celulares, também foram medidas adotadas.

Ribeirão Preto (SP) - Suspensão de 60 dias do pagamento das despesas de 2016, cortes de 100% em investimentos, 50% em custeio, 20% em cargos em comissão (CC) e suspensão de novas contratações de pessoal, reavaliação e renegociação de contratos e licitações já em andamento e proibição de horas extras estão entre as medidas adotadas por Nogueira que herdou uma dívida de R$ 2,1 bilhões da ex-prefeita Dárcy Vera (PSD).

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São Paulo - Redução de 15% nos contratos (excluindo-se os das áreas de saúde, educação e transporte), corte de 30% dos CC's, redução de 35% das despesas de custeio, extinção de 5 secretarias, venda de 1,3 mil carros da frota oficial e cancelamento dos alugueis de veículos. Com esses cortes, Dória (PSDB) espera uma economia de R$ 120 milhões ao ano em combustível, manutenção, seguros e salários de motoristas.

Rio de Janeiro - Redução de 50% dos CC's, extinção de 14 secretarias e redução nas despesas para construção de novas escolas. Crivella (PRB) estuda a cobrança de taxa de turismo, entre R$ 4 e R$ 5, de cada turista hospedado em hotéis, como forma de conseguir novos valores para a prefeitura.

Curitiba - Com a redução de 40% dos CC's, Rafael Greca (PMN) espera conseguir uma economia de R$ 90 milhões. Ele também efetuou a redução de 7 secretarias e o cancelamento da Oficina da Música, tradicional evento da cidade.

Belo Horizonte - Alexandre Kalil (PHS) exonerou 2,8 mil CC's no próprio dia de sua posse e promoveu a extinção de 9 secretarias.

Recife - Geraldo Júlio (PSB) extinguiu empresas públicas e institutos, além de 9 secretárias.