O delegado da #Polícia Federal e coordenador das investigações da Operação #Lava Jato, Igor Romário de Paula, rebateu afirmações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou sobre os inquéritos que circulam na PF contra o #Lula.

O delegado comentou que quando o ex-presidente foi levado em condução coercitiva na 24° da operação Lava Jato, o Ministério Público Federal não tinha requisitos para pedir a prisão de Lula devido as investigações serem muito complexas e a tinha necessidade de mais tempo para análise.

O delegado declarou que daqui 30 ou 60 dias o "timing" das investigações poderão ser concluídos. Igor Romário foi contra o delegado Maurício Moscardi Grillo que havia afirmado que não tinha mais "timing" para prender Lula.

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O ex-presidente Lula fez comentários culpando a Lava Jato pela atual economia do Brasil, dizendo que as investigações prejudicaram terrivelmente os brasileiros. Para o delegado Igor, essa afirmação é como "botar a culpa na pessoa que encontrou o corpo em uma cena de homicídio". Igor fala que além dessa declaração ser contraditória, Lula dizer que há "dedo estrangeiro" na Lava Jato também é algo sem fundamento, porque o objetivo é beneficiar o Brasil e "estancar a sangria".

Teori Zavascki

Após a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, e relator dos processos da Lava jato, Teori Zavascki, houve muitas especulações, há quem afirmava que a queda do avião foi um acidente e outros diziam que poderia ser algo premeditado. O delegado Igor declarou que acredita ser uma "coincidência negativa", para ele, a morte do Teori foi um acidente.

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Questionado sobre a segurança do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, o delegado disse que Moro tem o apoio de policiais federais e da Justiça Federal. Sérgio Moro se locomove com carros blindados para ir em eventos.

Próximo relator

Igor Romário disse que torce para que Edson Fachin seja o próximo relator no Supremo. Fachin foi seu professor na universidade e ele acredita ser um bom nome para ocupar o cargo de Teori. Para assumir essa cadeira, o ministro deve ter o máximo de respaldo pela sociedade, segundo o delegado da PF.