Réu de quatro ações e investigado em outros inquéritos da #Polícia Federal, #Lula está prestes a ser julgado em uma dessas ações.

O delegado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, informou nessa sexta-feira, 27, que não descarta a hipótese da prisão de Lula nos próximos 30 ou 60 dias. Igor é o responsável por dois inquéritos contra Lula e afirmou que a prisão deve acontecer em no máximo dois meses, mas devido a evolução do andamento de um dos processos em que o político é réu, esse tipo de decisão pode sair antes.

O delegado informou que quando Lula passou pela condução coercitiva, informada erroneamente como uma prisão cautelar por diversos meios de comunicação, não havia os requisitos para uma prisão preventiva, que ocorre quando o investigado tenta obstruir as investigações ou se torna um perigo para a ordem pública e econômica.

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Entretanto, quase um ano depois, o delegado afirma que as investigações contra Lula são muito amplas e que esse requisito pode surgir a qualquer momento.

O delegado ainda informou que os inquéritos sobre as palestras milionárias de Lula e o sítio de Atibaia, serão concluídos dentro de 30 dias. Também salientou que uma eventual prisão pode partir das investigações em Brasília, como de qualquer outra em que Lula é alvo, deixando em aberto o desfecho da história que envolve o político.

Os advogados de Lula já se posicionaram para tentar evitar ou adiar uma prisão preventiva, bem como reclamaram da rapidez para julgar o ex-presidente na frente de outros investigados da #Lava Jato.

Embora no ano passado tenha se falado que Lula fugiria para outro país quando começassem a levantar a hipótese de sua prisão, o líder da esquerda, pelo menos por enquanto, se encontra em São Paulo, estado onde vive com a esposa Marisa.

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A ex-primeira dama, aliás, sofreu um AVC essa semana e encontra-se em coma induzido em um dos maiores hospitais paulistas. Marisa também é ré em dois processos ao lado do marido.

Delações

Nessa sexta-feira, 27, também foram concluídas as delações do “fim do mundo”, onde executivos da Odebrecht delataram inúmeras pessoas, incluindo políticos de renome em todo o Brasil. A ministra Cármen Lúcia, que já sabe do que se trata as delações que estavam sob poder de Teori Zavascki, ex-relator da Lava Jato e que faleceu em um acidente semana passada, disse que não se atreveria em falar do que se trata o teor das denúncias.

Já o ministro Gilmar Mendes, foi objetivo ao afirmar, na quinta-feira, 26, que ninguém quer ser o relator da Lava Jato, devido o perigo de tal responsabilidade.