O Ministério Público Federal moveu uma ação de improbidade administrativa contra o ex-governador do Ceará Cid Gomes. De acordo com a acusação, houve irregularidade na concessão de empréstimo feito para a empresa Corte Oito Gestão e Empreendimentos Ltda., da qual #Cid Gomes é um dos sócios.

O empréstimo foi feito pelo Banco do Nordeste quando Cid ainda era governador do Estado e seria destinado à construção de galpões na cidade de Sobral, no interior do Ceará.

Algumas questões chamaram a atenção dos promotores do Ministério Público, entre elas a velocidade com que o empréstimo foi aprovado e o prazo largo para que a dívida fosse amortizada (18 meses).

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Além disso, foram detectadas falhas internas de controle do banco e elevada condição de faturamento da empresa Corte Oito. Conforme relatório da CGU (Controladoria Geral da União), as regras para operações financeiras do FNE (Fundo Nacional de Desenvolvimento do Nordeste) foram desrespeitadas.

Segundo a revista Época desta semana, no ano de 2013, Cid, que era o então governador do Ceará, iniciou as negociações para operacionalização do empréstimo de R$ 1,3 milhão, que aconteceu, de fato, no ano seguinte, quando Cid assumiu sociedade na Empresa Corte Oito Gestão e Empreendimentos Ltda.

Além de Cid Gomes e sua empresa a Corte Oito, outros pessoas foram denunciadas: Ricardo Sérgio Farias Nogueira (sócio de Cid), cinco funcionários do BNB (Acy Milhomem de Vasconcelos, Micael Gomes Rodrigues, José Welington Tomas, André Bernard Pontes Lima e Richardson Nunes de Meneses) e João Robério Pereira de Messias (superintendente do banco na época)

O caso vai tramitar na 10ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

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O juiz federal Alcides Saldanha Lima decidiu que os acusados responderão por atos tipificados na Lei de Improbidade Administrativa, como lesão ao erário e violação dos princípios da #Administração Pública.

A assessoria de Cid Gomes se limitou a dizer que ele terá, através desta denúncia, a chance de provar a ausência de irregularidades no caso em questão. #Justiça