Uma verdadeira batalha está sendo travada na Câmara dos Deputados contra conteúdos pornográficos no Brasil. Pelo menos, esse é o pensamento do relator do projeto Marcelo Aguiar (DEM-SP) que apresentou aos seus colegas de parlamento um projeto que quer proibir terminantemente o acesso a conteúdos pornográficos na #Internet. A intenção do deputado é que a legislação obrigue as operadoras de internet no país a instalarem, em seus sistemas, bloqueios que identifiquem qualquer conteúdo de “sexo virtual, prostituição e sites pornográficos”.

O polêmico projeto de lei elaborado pelo deputado Marcelo Aguiar (que está em seu segundo mandato como deputado federal pelo estado de São Paulo) e que paralelamente à função de deputado, também faz shows como cantor em uma igreja evangélica foi apresentado no final do ano passado.

Publicidade
Publicidade

Segundo declarações do deputado à imprensa, o projeto visa eliminar um vício de pessoas que acessam conteúdos pornográficos todos os dias, sendo que, na ótica dele, além do vício do acesso a conteúdos adultos, também existe o vício da masturbação.

“Existe um grande aumento de número de viciados em conteúdos pornô devido ao fácil acesso pela internet”, afirmou o deputado à reportagem do site IG.

Para o parlamentar, suas declarações são baseadas em estudos feitos atualmente, que também apontam que os jovens são pessoas muito mais suscetíveis de adquirir essa dependência do que pessoas de uma idade maior. Segundo ele, pessoas viciadas já são classificadas como “autossexuais”, que sentem muito mais prazer em fazer “sexo solitário” do que da forma tradicional.

Além dos argumentos descritos acima, Marcelo Aguiar ainda afirmou que conteúdos pornôs estão se transformando na “base da educação sexual” dos jovens dos novos tempos e que isso pode ocasionar em vários danos indesejados no futuro, tanto na parte de relacionamentos, quanto na parte moral.

Publicidade

O projeto de lei (PL 6449/2016) contra a masturbação e a pornografia, já foi entregue na #Câmara dos Deputados e está apenas aguardando a anexação da CCTCI (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) para entrar em discussão entre os parlamentares. #Polêmica