Em seminário "La Solitudine della Democrazia" ("A solidão da #Democracia", em tradução literal), realizado na Itália nessa sexta-feira, dia 27, a ex-presidente Dilma Rousseff fez declarações a respeito da situação política atual no Brasil. O seminário ocorreu na Universidade de Salento em Lecce, local do sul da Itália.

No seminário, Dilma disse que acredita na democracia e afirmou que o Brasil precisa de "um banho de democracia". Ainda, a ex-presidente afirmou que teme por "outro golpe de estado no Brasil em 2018", em que, segundo a mesma, o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva possa ser impedido de candidatar-se à presidência.

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"Vivemos em um momento extremamente propício para o golpe parlamentar que ocorreu", disse a mesma sobre o assunto. Dilma afirmou que a democracia, através do voto, é a única forma de lutar contra a desigualdade. Muitas de suas declarações tomaram um tom filosófico e de fala apaixonada.

Dilma afirmou, também, que a democracia "torna nítido o que não é" e que ela seria a solução mais inteligente para "construir o nosso presente". Em tom filosófico, a ex-presidente disse ainda que "quando você constrói o presente, você está determinando o futuro".

Ainda sobre o que a ex-presidente chamou de "golpe de estado", Dilma afirmou que o impeachment foi causado tanto por políticos que tinham a intenção de tirá-la do poder para que não fossem investigados em envolvimento com casos de corrupção, tanto quando pela vontade destes mesmos políticos de "criar limites nos quais o Brasil teria que se restringir tanto econômica quanto geo-politicamente".

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Dilma criticou, também, o chamado "neo-liberalismo", alegando que o mesmo estada sendo notado em outros países da América Latina, mas não se repetia no Brasil pois o mesmo sempre teve um estado muito presente. Ela afirmou, ainda, que a crise econômica mundial foi um fator decisivo para o seu impeachment.

Na mesma fala, ela citou o economista norte-americano Milton Friedman, vencedor do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, com a seguinte frase de sua autoria: "Durante uma crise, o politicamente impossível se torna o politicamente aceitável". Friedman é conhecido por opor-se à teoria econômica Keynesiana, que coloca o Estado como principal agente de controle de economia e geração de emprego. Friedman foi também conselheiro econômico do ex-presidente republicano dos Estados Unidos, Ronald Reagan. #Eleições #Dilma Rousseff