O ministro Teori Zavascki, relator da #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, veio a falecer hoje (19), em uma trágica queda de avião, na região próxima ao aeroporto de Paraty. Teori, que havia sido nomeado ministro no dia 29 de novembro de 2012 pela presidente #Dilma Rousseff, já havia sido ministro do Superior Tribunal de Justiça de 2003 a 2012, nomeado pelo presidente Lula. Zavascki se formou em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e realizou o mestrado e doutorado em Direito Processual, na própria UFRGS.

Teori Zavascki tinha nas costas as prisões de Delcídio do Amaral, André Esteves, Edson Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, todas realizadas em novembro de 2015 por tentativa de impossibilitar as investigações da Operação Lava Jato.

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Também determinou a suspensão de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e consequentemente da função de presidente da Câmara dos Deputados.

O atual presidente, #Michel Temer, decretou luto de três dias em razão da morte de Zavascki. O presidente declarou em rápido pronunciamento no Palácio do Planalto: “Neste momento de luto, manifesto aos familiares do ministro e demais ocupantes do vôo meus sentimentos de pesar e associo-me a todos os brasileiros ao lamentar a perda de um homem público exemplar. Teori Zavascki era homem de bem", declarou Temer.

A ex-presidente Dilma Rousseff lamentou também a morte do ministro: “Hoje perdemos um grande brasileiro”. Dilma divulgou a nota em seu site e ressalta: “Ele desempenhou sua função com destemor, como um homem sério e íntegro (...) Lamento a dor da família e dos amigos, recebam meus sentimentos de pesar e respeito”.

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Já o juiz Sergio Moro, da 13º Vara Federal de Curitiba e também responsável pela Operação Lava Jato, afirmou que Teori foi “um herói brasileiro, exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país” e que “sem Teori não teria havido Lava Jato”. Moro prestou sentimentos à família de Zavascki e afirmou estar “perplexo” com a notícia da morte do ministro.

Teori era o relator da Operação no STF. Ele seria o responsável por homologar as delações premiadas de 77 executivos da Odebrecht na Corte.