Nos últimos meses, acompanhamos a prisão de vários políticos e empresários envolvidos em escândalos envolvendo corrupção e desvio de dinheiro público. Essas prisões aconteceram devido a investigações realizadas pela #Polícia Federal e pelo Ministério Público através da Operação #Lava Jato. Nessa quinta-feira (26), foi dado início uma nova fase da operação. Ao todo, nove pessoas tiveram seus mandatos de prisão e condução coercitiva emitidos pelas autoridades. Entre eles, está o nome do empresário Eike Batista, que já liderou, por diversas vezes, a lista dos homens mais ricos do Brasil.

A nova fase da operação Lava Jato está acontecendo na cidade do Rio de Janeiro.

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Na manhã de hoje, a Polícia Federal encaminhou para a delegacia várias pessoas para prestarem depoimentos. Todavia, nem todos os mandados puderam ser cumpridos. Eike Batista, por exemplo, está sendo considerado foragido da polícia. O advogado do empresário, Fernando Martins, disse que Eike está em viagem para o exterior e que vai se entregar em breve. A principal acusação sobre o empresário é o pagamento de propina para conseguir facilitar contratos com o governo, quando o governador era Sérgio Cabral.

Além de Eike Batista, outra pessoa que teve o mandado de prisão expedido foi seu “braço-direito” Flávio Godinho. Flávio está sendo responsabilizado por ser um dos líderes do esquema. Segundo a polícia, ele realizava a ocultação e a lavagem de dinheiro que eram recolhidos das empresas que responsáveis por obras públicas no Rio de Janeiro.

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Outra pessoa que também está sendo investigada é o ex-governador Sérgio Cabral, que está preso em Bangu, e sua ex-esposa, Susana Neves Cabral. Por volta de 10 horas de hoje, Susana deixou o prédio onde morava em um carro da Polícia Federal. O advogado da investigada considerou a prisão com uma violência. Ele diz que não precisava da polícia ter ido buscar sua cliente. "Eles poderiam tê-la intimado. Ela viria responder as perguntas sem problemas. Não precisava dessa violência.", disse Sergio Riera, advogado de Susana.

Os agentes estão tentando cumprir também o mandado de condução coercitiva contra Maurício de Oliveira Cabral Santos. Ele é irmão mais novo de Sergio Cabral e foi sócio na LRG Consultoria e Participações, que também está na lista de investigadas.