Nesta terça-feira (31), Eike Batista foi levado para prestar depoimento na Operação Eficiência. O depoimento de Eike Batista será integralmente acompanhado por procuradores do Ministério Público Federal. Investigadores da Polícia Federal suspeitam que Eike pagou US $ 16,5 milhões em subornos ao ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que está encarcerado desde novembro, acusado de #Corrupção ativa.

Ao ser entrevistado no aeroporto Kennedy, em Nova York, na noite de domingo por um repórter da TV Globo, Eike Batista disse acreditar que não havia feito nada de errado, dizendo à TV Globo que ele estava voltando para casa para "ajudar a passar as coisas a limpo".

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"Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever", disse Batista. "Estou voltando porque sinceramente vou mostrar como são as coisas. Simples assim."

O voo de Eike para Nova York aconteceu dois dias antes de a polícia ter tentado prendê-lo e levantou questões sobre por que ele foi autorizado a deixar o país, já que a ordem legal para sua prisão havia sido emitida em 13 de janeiro.

A porta-voz da Polícia Federal, falando sob anonimato de acordo com a #Política do governo, disse que os policiais receberam a ordem no dia anterior à sua prisão.

A porta-voz disse que Eike foi levado para Ary Franco, uma das prisões mais lotadas e imundas do país.

Gutembergue de Oliveira, presidente do sindicato dos trabalhadores do sistema penitenciário do Rio, disse que Ary Franco detém, atualmente, mais de 2.000 prisioneiros, mais do dobro de sua capacidade de cerca de 970.

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"É como uma masmorra. A luz é ruim, é velha", disse ele.

Com a cabeça raspada, Eike Batista foi então transferido para outra prisão, a Prisão Pública Bandeira Stampa, no Gerecinó, também conhecida como Bangu 9. "As condições são melhores lá", disse o Sr. de Oliveira, acrescentando que a prisão não sofre o mesmo nível de superlotação e não é dominado por qualquer facção.

Fernando Martins, advogado que atua em nome de Eike, disse ao site de notícias G1 que ainda não teve acesso a seu cliente. Não tendo, portanto, informações oficiais a prestar.