O Ministério Público da Suíça apreendeu várias planilhas que indicam que o Panamá recebeu oito vezes repasses ilegais de dinheiro. Investigadores apontam que um "alto membro do governo local" recebeu dinheiro indevido via a empreiteira #Odebrecht.

Entre 16 de dezembro de 2009 e 27 de agosto de 2012 foi o tempo que ocorreu os pagamentos, o esquema era a Odebrecht pagar a propina para que pudesse realizar projetos. No Panamá, duas empresas consideradas pelos investigadores como empresas de fachada, receberam a propina para não o esquema de corrupção não deixasse rastros.

Na época, quem assumia a presidência do Panamá era Ricardo Martinelli, membros que eram de seu governo estão sendo acusados como destinatários do dinheiro.

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Os investigadores suíços apontaram detalhes sobre o esquema.

As delações brasileiras coincidem com as investigações suíças, um dos delatores, Luiz Eduardo Soares que era responsável pelos pagamentos de propinas no setor de Operações Estruturadas declarou que no Panamá ele teria auxiliado André Rabelo e mostra que um dos beneficiários pelas obras era o filho do ex-presidente Martinelli.

Atual governo

O governo atual do Panamá deixou bem claro que a Odebrecht está proibida em seu país de participar de licitações. Em resposta a investigação Suíça, o ex-presidente Martinelli declarou que isso não passaria de uma "perseguição política orquestrada pelo atual governo".

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio #Lula da Silva teria uma boa relação com Martinelli. Em maio de 2011, o então presidente do Panamá, declarou que "Lula é o melhor presidente do mundo".

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Lula visitou o país centro-americano e prometeu colocar vários investimentos da Petrobras. Investigações aprontam que o dinheiro envolvido seria de mais de R$ 100 milhões em propinas.

No Brasil, o ex-presidente Lula já se tornou réu cinco vezes em operações como a Lava Jato, ele declarou que as investigações contra ele não passariam de uma perseguição política contra sua possível candidatura para presidente em 2018. Assim como Lula, Martinelli utiliza o mesmo argumento de "perseguição política" para explicar as acusações contra sua gestão no governo. #Panamá