Os relatórios divulgados pelo Departamento de #Justiça dos Estados Unidos, no final do ano passado, revelaram que o esquema milionário de pagamentos de propinas da #Odebrecht atuou, em pelo menos, 11 países, além do Brasil.

Após a divulgação dos documentos, pelo menos cinco países entraram em crise com seus governantes. Em sua totalidade, os documentos tentam comprovar que houve esquema de recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht em onze países, sendo eles: Peru, Argentina, Equador, Panamá, República Dominicana, Venezuela, México, Guatemala, Angola, Moçambique e Colômbia. Dos países citados, somente Peru, Argentina, Equador, Panamá e República Dominicana estão tomando medidas para apurar as acusações do esquema de corrupção.

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Medidas que somente foram tomadas após pressão de opositores dos governos e entidades.

Os presidentes que são acusados de envolvimento são Cristina Kirchner, da Argentina, Ollanta Humala, do Peru, Ricardo Martinelli, do Panamá, presidentes estes que já saíram do poder, mas não do cenário de destaque na política de seus países. Os governos que estão supostamente envolvidos e que ainda cumprem seus mandatos em seus respectivos países são apenas dois: Danilo Medina, da República Dominicana, e Rafael Correa, presidente do Equador.

Apenas MP do Panamá se negou a colaborar com as investigações

De acordo com informações do jornal “O estado de São Paulo”, o Ministério Público do Panamá não quis colaborar com os investigadores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e não demonstrou interesse em se aprofundar nas denúncias.

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O presidente suspeito de estar envolvido no esquema da Odebrecht é Ricardo Martinelli, que também é acusado e investigado no seu próprio país de ter recebido suborno enquanto estava à frente da presidência.

O caso envolvendo o ex-presidente acabou afetando o atual presidente do Panamá (Juan Carlos Varella) que se viu obrigado a cancelar em seu governo, contratos celebrados com a Odebrecht. Porém, o cancelamento de contratos ocorreu tarde demais. Somente em entidades da sociedade civil foram firmados contratos que giram em torno de 2,5 bilhões de dólares.

Em outros países, vem ocorrendo a mesma polêmica, opositores querem que a Odebrecht seja expulsa dos países e a cada dia mais a pressão cresce para que seja dada continuidade nas investigações do esquema de propinas da empreiteira brasileira. #crise de governo